Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 11 de junho
O RETORNO DE MARUK
Ao retornar com seus soldados, Maruk encontrou o acampamento de seus compatriotas próximo à entrada do covil dos trolls. Logo soube que Ykoll caiu em batalha e que seu corpo não foi encontrado.
Bakar não estava no acampamento, pois sua presença se tornara necessária em outras paragens.
No comando dos bravos de Oslo encontraram Bjorn, o berseker, e Rollo.
Maruk os indagou por que estavam ali se tinham um contrato a cumprir. Bjorn falou que estavam seguindo Ykoll e Bakar em busca de vingança contra os traidores dinamarqueses comandados pelo príncipe Fahair. Ante as dúvidas levantas pelo caçador, inclusive a de que atacar o atual Rei da Dinamarca seria um ato de guerra que só poderia ser ordenado pelo Rei Borr, Bjorn e Rollo concordaram em participar de um conselho e tomar uma decisão.
FAZENDO PLANOS
Nesse meio tempo, o Príncipe Ankër tratava com o Conde Dupuy, de Magdeburgo, sobre a expedição contra os mouros. Ankër apresentou um plano para tentar capturar alguns trolls e empregá-los como armas. O Conde pediu a ele que permitisse que monges cristãos pregassem entre os vikings. Disse a ele que os guerreiros de Oslo sacrificaram um soldado chamado Ragnar e se banharam em seu sangue e pediu que doravante esse tipo de ritual fosse realizado longe da fortaleza e fora da vista das pessoas. Ankër concordou com ambos os pedidos.
Quando Maruk chegou a Magdeburgo, logo se reuniu com o Conde Dupuy, os cavaleiros Rolando e D'Aspremont, os guerreiros Bjorn e Rollo e o Príncipe Ankër. Conversaram sobre o plano para aprisionar trolls e sobre o tempo necessário para fazê-lo. O Conde disse que a expedição contra os mouros já estava pronta para partir e que a vitória conquistada um mês atrás contra os dinamarqueses prometia uma primavera tranquila na Nordalbíngia, o que permitiria deslocar um forte contingente para a Ibéria. Era uma chance a ser aproveitada.
UMA PRESENÇA INESPERADA
Ao falar da paz na Nordalbíngia, o Conde revelou que alguns dias atrás chegara a Magdeburgo uma comitiva de 80 homens enviada pelo atual Rei da Dinamarca, Fahair, e comandada por seu irmão, Ahair, Earl (Conde) de Hedeby. A missão da comitiva era negociar a paz com o Sacro-Império em troca do reconhecimento do Dannevirke como fronteira da Dinamarca.
O Conde afirmou que pretendia aceitar a proposta, mas que isso não significava nenhuma intromissão do Sacro-Império na questão da sucessão do finado Rei Gudrod, que era uma questão interna da Dinamarca.
Ao passar por uma encruzilhada, arqueiros no alto dos prédios vizinhos dispararam contra eles. Logo depois, meia dúzia de guerreiros, ocultos nas sombras das vielas, lançaram-se sobre eles.
Maruk rapidamente desvencilhou-se de dois antagonistas que se aproximavam à sua direita e correu para a viela de onde eles saiam, indo proteger-se junto a uma porta. Os adversários o seguiram logo atrás.
Ankër agarrou o atacante que corria em sua direção e o colocou entre si e o arqueiro posicionado no alto do prédio à sua frente, ao mesmo tempo em que se encostava na parede atrás de si.
Bjorn e Rollo envolveram-se em combate corpo a corpo com outros três atacantes praticamente no meio da encruzilhada e lutavam enquanto as flechas caiam a sua volta.
Maruk sacou do machado e com um violento golpe atingiu a perna de um de seus opositores, que caiu no chão se retorcendo. O outro antagonista tentou golpeá-lo, mas o seu machado passou no vazio após uma esquiva e cravou-se na porta.
Ankër empurrou seu oponente e o golpeou no olho, o que fez o homem tentar correr para afastar-se. Nesse momento, o arqueiro no prédio em frente conseguiu atingir Ankër com uma flecha, que conseguiu atravessar a grossa camada de tecido sob a cota de malha e o feriu no peito.
Um dos antagonistas de Bjorn e Rollo fugiu, ferido. Outro foi derrubado, o terceiro começou a receber poderosos golpe enquanto procurava recuar, mas foi atingido na cabeça e caiu morto.
Logo depois, Maruk conseguiu desacordar o oponente que lhe restava com uma forte pancada e assestou seu arco contra o arqueiro que posicionado no prédio à sua frente, derrubando-o com uma flechada certeira.
Vendo seu oponente tentar fugir, Ankër o golpeou por trás na altura das pernas e ele caiu. O príncipe passou então a visar o arqueiro à sua frente.
Percebendo a derrota dos que lutavam no chão, os arqueiros abandonaram suas posições e fugiram.
Observando os feridos, Ankër reconheceu soldados dinamarqueses. Interrogado, um deles confessou que foram enviados por Ahair para matá-lo.
Os heróis decidiram retornar ao palácio com os prisioneiros e relatar o ocorrido.
Os irmãos trocaram acusações e Ahair por fim desafiou Ankër para um duelo, deixando aos deuses a tarefa de julgar qual deles estava com a razão.
A EMBOSCADA
Após sair da reunião, Ankër, Maruk, Bjorn e Rollo dirigiram-se para a Taverna do Anão, próxima ao portão que levava ao acampamento de suas forças. Pouco antes de chegar na Praça do Enforcado, onde se situava a taverna, os vikings foram emboscados.Ao passar por uma encruzilhada, arqueiros no alto dos prédios vizinhos dispararam contra eles. Logo depois, meia dúzia de guerreiros, ocultos nas sombras das vielas, lançaram-se sobre eles.
Maruk rapidamente desvencilhou-se de dois antagonistas que se aproximavam à sua direita e correu para a viela de onde eles saiam, indo proteger-se junto a uma porta. Os adversários o seguiram logo atrás.
Ankër agarrou o atacante que corria em sua direção e o colocou entre si e o arqueiro posicionado no alto do prédio à sua frente, ao mesmo tempo em que se encostava na parede atrás de si.
Bjorn e Rollo envolveram-se em combate corpo a corpo com outros três atacantes praticamente no meio da encruzilhada e lutavam enquanto as flechas caiam a sua volta.
Maruk sacou do machado e com um violento golpe atingiu a perna de um de seus opositores, que caiu no chão se retorcendo. O outro antagonista tentou golpeá-lo, mas o seu machado passou no vazio após uma esquiva e cravou-se na porta.
Ankër empurrou seu oponente e o golpeou no olho, o que fez o homem tentar correr para afastar-se. Nesse momento, o arqueiro no prédio em frente conseguiu atingir Ankër com uma flecha, que conseguiu atravessar a grossa camada de tecido sob a cota de malha e o feriu no peito.
Um dos antagonistas de Bjorn e Rollo fugiu, ferido. Outro foi derrubado, o terceiro começou a receber poderosos golpe enquanto procurava recuar, mas foi atingido na cabeça e caiu morto.
Logo depois, Maruk conseguiu desacordar o oponente que lhe restava com uma forte pancada e assestou seu arco contra o arqueiro que posicionado no prédio à sua frente, derrubando-o com uma flechada certeira.
Vendo seu oponente tentar fugir, Ankër o golpeou por trás na altura das pernas e ele caiu. O príncipe passou então a visar o arqueiro à sua frente.
Percebendo a derrota dos que lutavam no chão, os arqueiros abandonaram suas posições e fugiram.
Observando os feridos, Ankër reconheceu soldados dinamarqueses. Interrogado, um deles confessou que foram enviados por Ahair para matá-lo.
Os heróis decidiram retornar ao palácio com os prisioneiros e relatar o ocorrido.
ANKËR ENCONTRA AHAIR
No dia seguinte, pela manhã, o Conde Dupuy os acompanhou, com uma escolta, até o acampamento do Príncipe Ahair, que negou que aqueles indivíduos tivessem agido sob suas ordens.Os irmãos trocaram acusações e Ahair por fim desafiou Ankër para um duelo, deixando aos deuses a tarefa de julgar qual deles estava com a razão.
Maruk sente-se velho, suas articulações não são mais as mesmas, assim como sua necessidade de descanso, cada vez menos sono se fazia necessário na medida em que se passavam os anos. Irrita-o estar ali no país que seu irmão saiu para enfrentar em nome de um rei que foi morto pelo próprio filho, o usurpador indigno não satisfeito mandara seu irmão mais novo Ahair para executar o único irmão que parecia ainda entender o exemplo que um viking de verdade deveria seguir, o caminho do poderoso Tor, do iluminado Baldur e do pai de todos Odin, Anker no entanto encontrava-se ferido após a emboscada traiçoeira de seu irmão e por pouco todos ali não haviam morrido, o próprio Maruk, Anker, Rugar Bafo de Troll, Bjorn o Berserker e Rollo.
ResponderExcluirMaruk estava cansado da feitiçaria de Hela, das trapaças de Loki ou da loucura da magia norne, o rastreador ainda ressentido e irado com o fato de Bakar haver sacrificado um de seus melhores homens para garantir uma vitória que nunca veio, pior, abandonando seu irmão Ykoll à própria sorte, teria Bakar traído também seu povo e se unido a usurpadores? Provavelmente não, Bakar é teimoso como uma mula e tinha tanto em si de guerreiro como um bode, mas nunca pareceu ser um traidor a despeito da maldição que carregava.
Maruk fechara um contrato de mercenário para poderem tirar algum lucro do desastre que fora aquela expedição enquanto simultaneamente livrara os 200 de seu povo de serem vendidos como escravos e terem a morte da palha e isso era o que mais o consternava, seu próprio irmão Ykoll não aceitou os termos e sem sequer esperar seu retorno, partira liderando esses homens a um destino incerto em busca de uma vingança prematura em uma guerra não declarada. Ykoll era um berserker, o melhor, ele podia entender isso, mas não perdoava a burrice de seu irmão em sequer esperá-lo para discutir o assunto.
Duzentos e oitenta de Bohr sendo alguns de sua tribo com ele, os mil de Anker, mas por quanto tempo? Maruk acreditava em Anker e via claramente as víboras que eram seu irmão Ahair e o agora rei Fahair, mas Anker estava gravemente ferido e assim como os deuses decidem a justiça, outros deuses põem a trapaça em primeiro plano e Ahair certamente reza a Loki ou dança com as nornes.
Que o pai os tenha e permita a eles viverem como vikings, lutarem como vikings e quando for a hora, a morrerem como vikings, mas agora que a hora parecia estar cada vez mais perto, Maruk se via pensando em Mira, em seus muitos filhos e no único herdeiro de Ykoll, na sua tribo e claro, como sempre, ele revivia a cena que definira sua determinação e o enchia de raiva e indignação, os malditos bestiais descarnadores de crianças, profanadores malditos e os restos mortais da infante sobre aquele altar imundo, mesmo após tantos anos nada parecia haver mudado na ira que o rastreador sentia naquele momento.