Lembranças da Terceira Expulsão - por R. Raposo - sessão de 13/12/2020
Texto mais ou menos roubado de um trecho de Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar Quando o combate ao pé do teixo se encerrou, eu estava mais cansado, ferido e desorientado do que estivera em qualquer momento nos últimos vinte e cinco anos. Desapontado, constatei que o valente capitão de minha mocidade se transformara no velho Quintus, um fazendeiro mais afeito ao sol, à terra e ao andar lerdo dos bois que às disposições dos combates. Coloquei-me mal no campo, atrapalhei os que deveriam ter a iniciativa do combate e estaria morto à essa altura não fossem os sortilégios e feitos de armas de Hella. De fato, prudência e habilidade se perdem se não são praticados. Para piorar, logo na partida, encontrava-me quase sem equipamento, quando qualquer recruta sabe que a primeira obrigação quando chamado a combater é preparar-se. Desde o primeiro instante compreendi que esse chamado às armas era um novo convite ao serviço dos outros, mas noto agora que não acreditei de verdade nisso...