CAVALEIROS E BÁRBAROS

CARLOS MAGNO
Carlos Magno nasceu em 742, em uma família de grandes reis cristãos.
Dez anos antes de seu nascimento, seu avô, Carlos Martelo, derrotara os árabes na batalha de Poitiers, interrompendo a expansão muçulmana na Europa que se iniciara em 711 com a conquista da Espanha.
Coube ao seu pai, Pepino, cognominado o Breve, retomar o último reduto muçulmano na Gália em 751, empurrando os mouros de volta para o sul dos Pirineus. Apesar de tudo, o califado de Córdoba permaneceu forte e continuou o grande rival dos francos.
Carlos Magno foi coroado rei dos francos em 768, junto com seu irmão Calorman. Reinaram juntos até a morte deste último, em circunstâncias misteriosas, em 771. Segundo fontes confiáveis*, por coincidência ou destino, foi nesse ano que nasceu Bohr.

FRANCOS CONTRA SAXÕES
Carlos Magno, defensor da cristandade, massacrou milhares de saxões, por serem pagãos, e destruiu seus lugares sagrados entre 772 e 792. Esse movimento de expansão o fez avançar mais e mais para o norte. O combate aos saxões prolongou-se, mas estes foram dominados por fim e forçados à conversão. O paganismo germânico foi banido sob pena de morte.
A maioria dos nobres saxões submeteu-se a Carlos Magno, uma das exceções foi Widukind ("filho da floresta"), que de 777 a 785 comandou uma resistência composta por camponeses livres. Nesse último ano ele se rendeu e converteu-se. Não se sabe o que foi feito dele depois. Segundo relatos confiáveis, ele fugiu e recebeu abrigo no reino viking da Dinamarca.
Os saxões eram vizinhos dos vikings ao sul e por suas terras passavam as rotas comerciais que ligavam o norte da Europa à Constantinopla, seguindo os caminhos dos rios Elba e Danúbio.
A medida em que os francos avançavam, aumentavam as tensões econômicas e religiosas entre estes e os povos do norte.

INCURSÕES VIKINGS E REBELIÕES SAXÔNICAS
Enquanto Carlos Magno fazia a guerra aos saxões, os vikings, particularmente os da península escandinava, dedicavam-se ao "comércio".
Em 789, três navios vikings realizaram a primeira incursão nas ilhas britânicas, na baía de Portland. Segundo relatos confiáveis, essa foi a primeira expedição da qual participaram os irmãos Ikol e Maruk, juntamente com Bohr e Bakar, quarteto que depois se tornou célebre por suas façanhas.
Em 792, por conta de um decreto de Carlos Magno impondo recrutamento forçado, os saxões da Westphalia se rebelaram contra os francos, no ano seguinte os habitantes da Eastphalia e da Nordalbingia uniram-se a eles.
A partir de 793, as incursões vikings tornam-se mais frequentes no Mar do Norte.
No ano seguinte, em 794, o Monastério de Iona foi saqueado. No mesmo ano, Carlos Magno conseguiu restabelecer a ordem nos territórios rebelados da Westphalia, Eastphalia e Nordalbingia.
Em 796 foi a vez dos saxões da Engria se rebelarem, no entanto, com a presença de Carlos Magno o movimento foi rapidamente esmagado.
Em 6 de janeiro de 797 os vikings realizam sua célebre incursão contra a abadia de Lindisfarne. Foi a sua oitava expedição. Contam as lendas que, na ocasião, dragões foram avistados cruzando os ares. Fontes confiáveis afirmam que foi com os tesouros de Lindisfarne que Bohr conquistou seu trono.

O FIM DO SAXÕES
Em 798 ocorreu a batalha de Bornhöved, a última batalha dos saxões como povo livre. Os habitantes das terras ao norte do rio Elba (Nordalbingia) se levantaram e foram enfrentados por uma coalizão de eslavos e francos, comandados respectivamente pelo príncipe Drasko e pelo comandante Eburisum. 4000 guerreiros saxões foram mortos e 10.000 famílias foram deportadas para outras partes do império. A região ficou pouco povoada e foi dada aos eslavos como recompensa.
No entanto, a paz na região recém conquistada durou pouco, pois logo os seus novos senhores foram invadidos pelos vikings, que cruzaram o Danevirke, a muralha de barro que separa a península dinamarquesa das terras ao sul, reclamando a região ao norte do Elba.

A HORA DOS VIKINGS
Segundo relatos confiáveis, é com a invasão viking às terras conferidas aos eslavos que começa a guerra entre os francos e o reino da Dinamarca. Ainda segundo as mesmas fontes, apesar da vantagem conferida pela surpresa, os vikings se viram em dificuldade para proteger os domínios reclamados diante da inesperada e feroz resistência oposta pelos eslavos.
Fontes confiáveis relatam que o príncipe Drasko e o comandante Eburisum não estavam dispostos a ceder nenhuma parcela de seus domínios recém-conquistados e adotaram a estratégia de retardar e enfraquecer os guerreiros dinamarqueses enquanto convocavam os seus veteranos da guerra contra os saxões.

DOIS DESTINOS
Em 800, enquanto os vikings estabeleciam colônias permanentes nas ilhas Orkney e Shetland, Carlos Magno organizou defesas costeiras contra as incursões e foi coroado Imperador do Ocidente pelo Papa.
Fontes confiáveis relatam que, nesse momento, as nações vikings estavam envolvidas em dois grandes projetos. Os vikings da península escandinava, sob a liderança de Bohr, estabeleciam rotas marítimas, colônias e saqueavam mosteiros e povoados praticamente indefesos, conquistando grandes riquezas e reputação. Já os vikings da Dinamarca empreendiam, ou tentavam empreender, a conquista da região ao norte do rio Elba, enfrentando forte resistência.
Com o avanço dos cristãos, Godfred, rei viking, fortificou o Danevirke em 808. Acrescentando ao muro de terra batida uma paliçada com cerca de 30 km de extensão, protegendo a península da Dinamarca.

O FIM DOS VIKINGS
Segundo relatos confiáveis, apesar das principais forças de Carlos Magno se encontrarem distantes, em território franco, os eslavos e francos se organizaram bem e estão levado a melhor sobre os dinamarqueses, que não só foram repelidos dos territórios conquistados, como enfrentam dificuldades para proteger o Danevirke e a cidades em suas extremidades. 
É o ano de 811 e navios com o estandarte de Godfred aportam na cidade às margens do lago, onde Bohr é rei.

VELHOS AMIGOS
Nada dura para sempre e mesmo as flores mais belas murcham. Os tesouros da juventude se esvanecem e a existência lembra um naufrágio: alguns morrem, muitos se desesperam, uns poucos vão salvando o que podem e se aguentando para o fim inevitável.
A mão que brande a espada já não tem a mesma firmeza, os pés que teimam em voar, às vezes parecem entrançados nos ramos inefáveis do tempo, os olhos já não enxergam tão longe e mesmo a palavra, outrora fácil e sedutora, por vezes trai o cansaço de quem já convenceu tantos, tantas vezes.

BAKAR
O bruxo parece o único intocado pelo tempo, sua lassidão, seu bom senso irritante, sua excessiva prudência, parecem torná-lo, ainda, o invólucro jovem demais para um espírito muito velho. Duvida da paz, mas não acredita na guera, desdenha da emoção, mas não consegue pacificar-se, retira-se para os recantos mais sombrios, mas se contorce a cada rasgo de luz.
Seu maior parceiro é o velho caçador, os dois amam a natureza e o silêncio impaciente do arqueiro é o cenário perfeito para a fala baixa e cansada do feiticeiro. Apesar de não andarem juntos, seus caminhos se cruzam volta e meia no bosques que circulam a aldeia, às vezes, o encontro é no lugar de uma antiga emboscada, ou perto de onde tombou um amigo querido, um pai, um irmão. Outras vezes, é o rastro do mesmo animal que une os seus passos.

MARUK
Os braços firmes no retesar do arco lembram as proezas de outros tempos, mas hoje a arma preferida é a besta, que empresta sua força e seu descanso nas longas esperas pelos cervos junto às fontes cristalinas.
A rapidez do passo já não acompanha a da mente, mas os pés se tornaram mais suaves e a ação mais decidida. O espírito do caçador luta com o do guardião, do mesmo modo que o pai de muitos filhos em que ele se transformou reluta em deixar sua aldeia para saber da vida na cidade às margens do lago, onde seu irmão segue no papel do guerreiro terrível e solitário.
Sobre o caçador, pesam as responsabilidades da aldeia, da família e tudo que ele pode oferecer ao irmão que deixou para trás a mulher, o único filho, os escravos e suas terras e foi viver à serviço da casa do rei é um olhar cheio de indagações.

YKOL
 A cada encontro, os chamados do herói coberto de cicatrizes golpeiam a severidade do aldeão, assim como as pilhas de crânios nos altares desdenham das peles amontoadas no mercado.
O tempo tornou o combatente mais corpulento e talvez nele já não se reconheça o velocista da juventude. Suas sucessivas glórias o dotaram de um eloquência peculiar, que manifesta um constante desafio à coragem de seus comandados e é, ao mesmo tempo, uma inspiração e um risco. Sob sua proteção, a cidade à beira do lago, sob sua liderança, a vanguarda dos ataques. Desafiando a sua lealdade, a figura envelhecida do rei, a imagem desbotada do jovem que cresceu com ele.

BOHR
Conquistar a liderança de homens livres é um feito, fazê-lo na juventude o torna notável, mas preservar tal conquista inverno após inverno, pelo direito quando possível, com riqueza e prestígio no dia-a-dia e pela força quando necessário é uma misteriosa combinação do senso do timoneiro com o tino do comerciante e a frieza do assassino.
Jogar com todos esses elementos tem um preço, gravado a cada passo, a cada decisão, no rosto, na expressão e nos ombros do soberano. O quanto essas marcas enfraqueceram seu julgamento e sua resolução, o quanto resta nele do lutador destemido, prudente, calculista? Aquele que for capaz de resolver esse mistério talvez possa também assumir o seu lugar e assim, como todo os grandes segredos, esse também é fonte de força e fraqueza.

* sempre que o texto mencionar relatos de fontes confiáveis, as informações são fictícias. ;o)

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