Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 25 de junho de 2016
Numa manhã fria, Angel, a irmão de Ankër, adentrou inesperadamente em sua tenda. Ela estivera oculta entre os soldados que Ahair trouxera de Hedeby. Diante do duelo eminente, ela decidiu abraçar uma última vez seus irmãos que haveriam de matar-se.
E assim Ankër e Ahair duelaram, e o irmão que se sentia um traidor e se lançou à morte acabou por matar o irmão mais jovem e honrado.
O combate foi difícil e quem o viu conta que ambos se feriram até a morte, mas que os deuses permitiram que apenas um deles adentrasse o Valhala.
Em seus desígnios misteriosos, decidiram que Ahair, que fora cúmplice na traição e assassinato do próprio pai e rei, ainda tinha que dar mais alguns passos sobre a terra.
Comovidos ante o espetáculo de coragem, os guerreiros celebraram diante da pira que consumiu o corpo de Ankër e se uniram sob a autoridade do vencedor.
Convidado por Angel, Ahair decidiu cumprir o acordo celebrado pelo irmão mais jovem e seguiu com as forças de Carlos Magno rumo à Ibéria.
A viagem durou semanas, passando por terras desconhecidas.
Não sabia ele que a viagem lhe guardava uma nova tragédia. Dessa vez, as Valquírias vieram por sua pequena irmã, que num ato de bravura lançou-se à frente dos soldados que invadiam uma vila, já nos Pirineus.
Ao avançar, ela cegou os oponentes com um sortilégio, mas decidiu fazer a volta em sua montaria, ao invés de simplesmente refreá-la e deixar que passasse a infantaria que corria logo atrás dela. Aproveitando-se disso, um mouro a atingiu pelas costas, trespassando-a.
E assim, Ahair acendeu a pira funerária de mais um irmão, compreendendo que talvez seu destino fosse enviar seus irmãos honradamente ao Valhala, onde poderiam ser novamente uma família.
E assim Ankër e Ahair duelaram, e o irmão que se sentia um traidor e se lançou à morte acabou por matar o irmão mais jovem e honrado.
O combate foi difícil e quem o viu conta que ambos se feriram até a morte, mas que os deuses permitiram que apenas um deles adentrasse o Valhala.
Em seus desígnios misteriosos, decidiram que Ahair, que fora cúmplice na traição e assassinato do próprio pai e rei, ainda tinha que dar mais alguns passos sobre a terra.
Comovidos ante o espetáculo de coragem, os guerreiros celebraram diante da pira que consumiu o corpo de Ankër e se uniram sob a autoridade do vencedor.
Convidado por Angel, Ahair decidiu cumprir o acordo celebrado pelo irmão mais jovem e seguiu com as forças de Carlos Magno rumo à Ibéria.
A viagem durou semanas, passando por terras desconhecidas.
Não sabia ele que a viagem lhe guardava uma nova tragédia. Dessa vez, as Valquírias vieram por sua pequena irmã, que num ato de bravura lançou-se à frente dos soldados que invadiam uma vila, já nos Pirineus.
Ao avançar, ela cegou os oponentes com um sortilégio, mas decidiu fazer a volta em sua montaria, ao invés de simplesmente refreá-la e deixar que passasse a infantaria que corria logo atrás dela. Aproveitando-se disso, um mouro a atingiu pelas costas, trespassando-a.
E assim, Ahair acendeu a pira funerária de mais um irmão, compreendendo que talvez seu destino fosse enviar seus irmãos honradamente ao Valhala, onde poderiam ser novamente uma família.
-x- Memórias de Maruk, o patrulheiro -x-
ResponderExcluirE assim decidiram os Deuses, o nobre Ankër morto por seu irmão. Meu instinto diz que Loki marcou esses dados, ainda acredito que estou certo, mas não quanto ao motivo. Ankër morreu honradamente e Ahair mais parece um cadáver andante, uma casca vazia de homem, ou ao menos finge muito bem, ainda assim para que fingir se unindo nessa campanha e desguarnecendo o seu rei de um importante reforço? Não acredito que esteja conosco para nos matar, coisa que os mouros poderiam fazer. Carlos Magno e os seus decerto não vão chorar por vikings 'pagãos' mortos.
A sina de Ahair me leva a crer que Loki rolou aqueles dados somente para atormentá-lo ainda mais, ele que hoje viu a própria irmã lançar-se gloriosamente à morte, sob o toque de Baldur o iluminado, poupando qualquer baixa nossa, exceto a dela própria. Colocamos em sua mão uma espada e a queimamos como uma verdadeira viking e posso jurar ter sentido em meus ossos a batida dos cascos das montarias das valquírias vindo para buscá-la.
Ahair, o morto-vivo, o amaldiçoado, suportará esse peso temendo em encontrar os portões do Valhala fechados ou abraçará o crucificado em busca de expiação? Viverá para tanto? Viverei tempo o bastante para saber? Vejo meus filhos e meus amigos, meus irmãos, eles não temem a morte, sorrio por saber que estão abençoados.