Vikings - geopolítica, rotas comerciais e o Danevirke
Os vikings navegavam e comerciavam desde as águas do Mar do
Norte até Constantinopla, por meio de rotas terrestres, marítimas e fluviais. Parte
delas se dirigia para o sul, cortando o coração da Europa subindo o rio Elba e
depois rumo ao leste descendo o Danúbio até sua foz. Outras seguiam para o
leste, pelo Mar Báltico, adentravam os rios da Rússia e rumavam então para o
sul. Umas e outras chegavam ao Mar Negro, para então acompanhar a costa rumo ao
sul até a capital dos romanos. Em qualquer caso, era uma viagem de pelo menos 3.500
quilômetros.
Um dos principais elos de conexão entre essas rotas era a
cidade fortificada de Hedeby, localizada no extremo sul das terras vikings. A
partir dali era possível também seguir para o norte da península da Dinamarca,
ou rumar pelo mar para a Escandinávia. Também era possível atingir o Mar do
Norte e os ricos litorais dos saxões, francos, bretões e dos muçulmanos da
Ibéria.
A ligação entre o Mar Báltico e o Mar do Norte, no extremo
sul da península da Dinamarca, era efetuada por uma estrada de apenas 18
quilômetros de extensão, que acompanhava uma barreira feita de pedra e argila,
ligando Hedeby ao porto de Treene, no rio de mesmo nome. A barreira era chamada de Danevirke e servia como dique de
proteção para a importante estrada.
Em Hedeby chegavam navios provenientes do Mar Báltico, que
lá descarregavam suas mercadorias, as quais, por sua vez, eram transportadas por
essa estrada até o porto de Treene, para ali serem embarcadas de novo e levadas
ao Mar do Norte.
O transporte por terra de mercadorias valiosas, como ouro de
Bizâncio, peles de urso de Novgorod, seda, esculturas e jóias vindas do oriente
eram um forte atrativo para ladrões, o que tornava os 18 quilômetros entre Hedeby
e o porto de Treene uma viagem perigosa.
O momento presente para seus personagens situa-se na década de 790 AD, portanto, em termos de jogo, as informações abaixo, apesar de históricas, constituem apenas um futuro possível.
Em 808, com o crescimento das atividades de salteadores
saxões e o avanço das forças do império franco, o rei Godfred da Dinamarca
ordenou que a barreira fosse fortificada. Nessa ocasião, o Danevirke foi dotado
de paliçadas de madeira e, para os viajantes oriundos das terras saxônicas, foi
construído um portão com cinco metros de largura, encravado em uma seção de
pedra, com cerca de três metros de espessura na parte superior.
O portão era chamado Wiglesdor e como parte do complexo havia
um posto de inspeção e uma estalagem, na qual funcionava também um bordel. Era o grande portal que separava as terras dos
vikings na Dinamarca do império de Carlos Magno.
REFERÊNCIA
SCHULZ,
Matthias. Archeologists Find Gateway to the Viking Empire (27.8.2010). Spiegel Online. Disponível em: <http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,714235,00.html>.
Acesso em 28 nov. 2011.

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