Vikings - O rio da névoa

Vocês cresceram na beira de um rio e, antes de aprender qualquer outra coisa, descobriram que o mundo era úmido e frio e acostumaram-se a ser gratos ao fogo e às peles macias.

O rio corria em um leito profundo, de margens lamacentas e pedregosas onde cresciam teimosas ervas de folhas finas e ásperas, que na primavera agradeciam ao sol abrindo pequeninas flores brancas e no inverno desapareciam para ceder lugar a uma mistura de musgo e algas que se proliferava onde quer que o gelo e a neve permitissem.
Margem do rio da Névoa no verão
Uma coisa que não mudava no rio, e que acabou por dar-lhe o nome, era a névoa que sempre o cobria ao final das madrugadas, subindo desde a base da ravina e escondendo suas águas geladas lá embaixo, somente se dissipando quando o sol em ascensão aparecia sobre as árvores e atingia a pedra sacrificial no pequeno altar situado na extremidade leste da aldeia.

Lá embaixo, seguindo o caminho de pedras que se lançava da pequena praça calçada em frente à casa comunal ficava o atracadouro, perto do qual ficavam encostados os dois barcos utilizados em suas viagens rio acima, rumo à aldeia vizinha, ou rio abaixo, em direção ao fiorde Vik.

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