Ilberic Tuck - relato da sessão de 6/11/2012 (Parte II) - por R. Raposo


... revelações.
E lá no templo, nós as encontramos. A primeira coisa que descobrimos foi que a pequena Lilandra era na verdade uma vampira velha e muito poderosa. Ela não quis lutar conosco, mas recusou-se a subir a torre do templo. Ainda assim, revelou-nos sua origem, que recuava à última vez que esse mundo se acabara. Naquela época, o mundo tinha outro nome, Kaliel estava lá, tinha outro nome também e uma missão, mas fugira covardemente. Lilandra o chamou de irmão e o tratou com desprezo, afirmando que por causa dele, ela e outros haviam sido amaldiçoados.
Ela nos mandou subir a torre e nós, pobres coitados fascinados pelo mistério, o fizemos. Hoje me lembro das várias ocasiões em que poderíamos ter tomados outros caminhos, mas isso apenas torna mais trágica as lembranças dos eventos que tento narrar.
... o guardião dos espelhos.
Subimos a torre e fomos atacados por algumas criaturas relativamente fracas, às quais vencemos com facilidade. Encontramos dois salões e uma porta lá em cima. Numa das salas enfrentamos o guardião dos espelhos, que juntos conseguimos derrotar. Na outra sala, encontramos uma chave, protegida por uma ilusão criada por uma grande cúpula espelhada.
Com a chave, abrimos a porta e entramos em uma sala escura, para ela direcionamos o feixe de luz que percorria a torre e, uma vez lá dentro, as portas se fecharam e nos vimos diante de quatro figuras terrivelmente distorcidas, mas que de alguma forma eram reflexos do que nos tornáramos, ou do que viríamos a nos tornar.
... o fim?
Uma estava coberta de feridas, moscas e exalava um odor de podridão. Outra era esquelética e recurvada, com olhos e boca desproporcionalmente grandes. A terceira vestia uma armadura incrível e postava inúmeras armas, era temível em sua beleza. A derradeira era a própria visão do barqueiro das almas, com seu negro capuz, ossos que roçavam quando se mexia e uma grande foice.
Naquele momento percebemos que não havia como sair dali e que, por meios desconhecidos, nos tornáramos o sacrifício e o portal pelo qual aquele terrível mal desabaria sobre o mundo.

Naquele mesmo instante, também o temor e as dúvidas desapareceram e, naquele recinto fechado, começamos uma batalha sem esperança para impedir o apocalipse.

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