O Jardim Selvagem - Biblioteca de Magia
a) Guilfoyle, “Teoria da Magia”
A aptidão mágica é inata e se manifesta na
puberdade. Quando não direcionada causa terríveis consequências. O estudo e os
exercícios mágicos retardam e controlam o desenvolvimento da aptidão mágica e
praticamente eliminam seus efeitos orgânicos mais nefastos.
A energia mágica é una e indistinta, ela pode
crescer e se desenvolver com o tempo. As diversas áreas e aplicações das
ciências mágicas decorreram da percepção de que o estudo e a familiaridade com
certas “Esferas de Magia” torna mais eficaz e menos perigosa a obtenção de
efeitos mágicos.
Características gerais da magia: é de contato, é
efêmera, é etérea.
Grandes desafios da ciência da magia: extensão,
duração e densidade da magia.
b) Schmölders,
“Anotações sobre magia não-etérea”
Ao contrário do que diz Guilfoyle, há áreas da magia
em que esta é, por natureza, dotada de massa e densidade.
Nesses casos, ao contrário das magias etéreas, a magia
densa não é instantânea, ela se forma ao longo de um turno.
Toda magia densa parte da manipulação, isto é, de
moldar e controlar matéria. Essa é a razão de sua natureza mais lenta.
Embora importante, o estudo da densidade ocupa um
plano secundário na ciência da magia não-etérea. O que assume especial importância
nesse campo é a arte de moldar e controlar.
c) Zubillaga, “Uma introdução à metamágica”
O objeto da metamágica é estudar a magia praticada
sobre a magia. Uma de suas aplicações mais comuns é a percepção da magia e a
investigação de sua natureza no ambiente, nos seres e nos objetos.
Muito se indagou acerca da possibilidade de
utilizar a própria energia mágica para solucionar de modo mais eficaz os
problemas de extensão, duração e escultura mágicas.
Com relação à extensão, não se obteve ainda melhor
solução que a utilização da energia mágica para projetar os efeitos mágicos à
distância.
Com relação à duração, a metamágica investigou como
certos magos conseguiam prolongar intuitivamente os efeitos de suas magias sem
precisar manter-se concentrados nelas. As descobertas nessa área abriram todo
um novo campo de estudos, denominado Arcano.
A escultura mágica se refere à possibilidade de
moldar e controlar a própria magia e é o coração da metamágica.
d) Janczeski, “Experimentos com o Arcano”
As principais descobertas relativas ao Arcano
foram: a) somente os magos mais poderosos conseguem desenvolver essa
habilidade; b) quanto mais poderoso e experiente o mago, mais magias ele pode
manter sem precisar concentrar-se nelas; c) o Arcano estabiliza e nutre um
determinado efeito mágico; d) esse efeito de estabilização e contenção
normalmente se encerra quando o mago assim decide, ou quando ele perde a
consciência, ou quando o efeito é destruído.
Um experimento de escultura é a utilização de
mágica para conter energia mágica, criando gemas, que são autêntica magia
materializada e sua estabilização por meio do Arcano
e) Lapatza, “Arcano: estabilização além dos experimentos de Janczeski”
O Arcano pode ser dedicado e estabilizar
indefinidamente um efeito mágico, até que o mago decida o contrário ou o efeito
seja destruído.
É possível dedicar e fixar permanentemente o
Arcano, no entanto, isso significa uma redução permanente e irreversível do
poder do mago, pelo menos até a destruição do efeito, por conta disso, a fixação
permanente é relativamente rara, ou pelo menos poucos a admitem.
Especula-se quanto à permanência da fixação após a
morte do mago e os efeitos disso para a criação de artefatos.
As pesquisas relativas à estabilização acabaram por
gerar a lenda de uma “pedra filosofal” mágica: a da imortalidade.
f) Trotabas, “Magia Selvagem”
Magia não treinada e não conduzida ocasiona
doenças, deformidades terríveis e demência. Contudo, confere um poder mágico
cujo crescimento e amplitude seriam avassaladores, se seu desenvolvimento não
fosse detido pela falta de conhecimento de seus detentores e por suas mortes
prematuras.
No entanto, ao longo da história da Burgúndia, há
relatos de dois magos – Paragón, no século V e Cantizano, no século VIII - que
abraçaram intencionalmente a magia selvagem em busca de poder, com a esperança
de que este lhes desse os meios para controlar sua destruição física e mental.
Nenhum deles obteve êxito.
Também aconteceu de jovens manifestarem a aptidão e
isso passar desapercebido ou ser escondido das autoridades. Há diversos casos
documentados, todos com final trágico.
g) Uelze,
“A Ciência da Magia e os Grimórios”
Com o desenvolvimento de estudos, os magos podem
criar e ensaiar certos efeitos mágicos, obtendo com isso maior facilidade para
sua realização. Para isso são utilizadas palavras, gestos e movimentos do
corpo, que facilitam, induzem ou mesmo dispensam a concentração do mago. Como
cada detalhe é importante, à medida que aperfeiçoam seus efeitos, os magos
registram suas variantes e evoluções, para melhor aprender com seus erros e
acertos.
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