Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 21 e 28 de maio e de 4 de junho de 2016
Fahair, parricida e rei
Maruk foi levar um carregamento de peles à cidade às margens do lago e, lá chegando, descobriu que no dia anterior, seu irmão Ykoll partira com a maior parte dos homens válidos da povoação para ajudar o rei Gudrod da Dinamarca em mais uma de suas temerárias expedições contra os eslavos, com os quais guerreava há quase dez anos, para a ruína de seu povo.
Temendo pelo que poderia suceder, o caçador reuniu quem pode, inclusive quase todos os seus filhos e sobrinhos, e partiu alguns dias depois.
Ao chegar a Hedeby, tomou conhecimento de que os eslavos inflingiram mais uma derrota aos daneses e que o primogênito de Gudrod, após trair e assassinar o infeliz rei, fora eleito para ocupar o trono.
Maruk conhece "Loki"
Em audiência, Fahair, o novo rei, disse a Maruk que não sabia se havia sobreviventes entre os que ficaram para trás assegurando a retirada e recusou-se a empenhar qualquer recurso para investigar o que acontecera. Tudo o que ofereceu foi um guia, de apelido Loki, para conduzi-lo até o local da batalha.
Chegando ao vilarejo, em cujas cercanias eram visíveis os restos de piras funerárias e as cruzes das sepulturas cristãs, Maruk, fazendo-se passar por um simples mensageiro, procurou o oficial encarregado da povoação.
Prisioneiros
Levado até este, disse-lhe que viera saber se houvera sobreviventes da batalha e qual o seu destino, pois desejava negociar o seu resgate. Em resposta, o oficial, um soldado de renome recém conquistado chamado Wodkovic, informou que mais de mil caíram prisioneiros e foram levados para o sul, para serem vendidos como escravos ou negociados como mercenários. Em seguida, fez um batedor acompanhá-lo até a fortificação principal dos eslavos e franceses, onde Maruk obteve notícias mais certas do paradeiro dos prisioneiros. Eles foram levados para Magdeburgo, uma grande fortaleza mais ao sul, às margens do grande rio Elba.
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| É Magbeburgo mesmo, só que em 1572! ;o) |
Enquanto Maruk fazia sua investigação, Ankër, Bakar e Ykoll seguiam viagem com seus captores. As longas filas de prisioneiros eram ladeadas por soldados a cavalo, que os acompanhavam à certa distância, e precedidas e seguidas por forças de infantaria. Impressionou os vikings a maneira respeitosa e quase cordial com que eram tratados por seus captores.
Quando Maruk chegou a Magdeburgo, foi conduzido até o Conde René Dupuy, que mandou chamar o Príncipe Ankër. Após muita conversa e negociação, aceitaram submeter aos prisioneiros a proposta de servir Carlos Magno como mercenários na campanha que este iria iniciar contra os mouros da Ibéria, na primavera.
O contrato
Os contrato foi aceito. Iriam servir até o final do verão em troca do pagamento usual e do saque, com o compromisso de não serem enviados a lutar contra seu próprio povo. Foi acertado que ficariam livres para partir caso quisessem, desde que pagassem o valor correspondente aos soldados necessários para substitui-los, mais uma multa correspondente à quebra da palavra.
A proposta agradou a Maruk, que partiu para buscar os homens que trouxera consigo. Mais do que valor do soldo, a perspectiva de saquear a ricas cidades dos mouros, fracamente defendidas por infantaria e cavalaria leves, parecia o tipo de expedição lucrativa.
Chamado, o guia negou qualquer má intenção. Disse que apenas desejava sugerir que eles voltassem a Hedeby para comunicar a Fahair que seu irmão estava vivo.
Cauteloso quanto a uma cilada, Maruk não só recusou-se a voltar, como também proibiu que Loki o fizesse.
Logo ao iniciar a viagem de volta a Magdeburgo, o arqueiro constatou que o passe concedido pelo Conde Dupuy desaparecera. Somente com a intercessão de Rolando a situação foi contornada, comprometendo-se o paladino a acompanhá-lo em sua jornada.
Temendo outras ciladas e diante da postura de Loki de negar todas as acusações, Maruk o desafiou para um duelo e matou o traidor.
O duelo
No entanto, após voltar e reencontrar seus homens, Maruk percebeu um comportamento estranho e Loki. Ele foi apanhado, contra as suas ordens, rondando o local onde acontecia uma reunião.Chamado, o guia negou qualquer má intenção. Disse que apenas desejava sugerir que eles voltassem a Hedeby para comunicar a Fahair que seu irmão estava vivo.
Cauteloso quanto a uma cilada, Maruk não só recusou-se a voltar, como também proibiu que Loki o fizesse.
Logo ao iniciar a viagem de volta a Magdeburgo, o arqueiro constatou que o passe concedido pelo Conde Dupuy desaparecera. Somente com a intercessão de Rolando a situação foi contornada, comprometendo-se o paladino a acompanhá-lo em sua jornada.
Temendo outras ciladas e diante da postura de Loki de negar todas as acusações, Maruk o desafiou para um duelo e matou o traidor.
Vingança
Durante o tempo em que aguardavam o regresso do arqueiro, Ykoll não conseguiu esquecer as circunstâncias da morte do velho rei Gudrod. Atendendo o chamado da vingança, chamou Bakar, o feiticeiro, e propôs que partissem para fazer justiça com sangue e honrar os deuses. Ao saber disso, os seus liderados fizeram questão de partir com eles. Convidados, os soldados de Ankër disseram que aguardariam as ordens do príncipe.
Ao saber da decisão dos vikings, o cavaleiro d'Aspremont mandou chamar Ykoll para confirmar suas intenções. Vendo-o irredutível, reclamou o cumprimento da palavra empenhada e propôs que o serviço a ser prestado na campanha contra os mouros fosse substituído pela limpeza dos bosques nas vilas ao norte de Magdeburgo, de onde chegavam frequentes relatos do desaparecimento de moradores, supostamente atribuídos a gigantes monstruosos.
Caçadores de trolls
A proposta foi aceita.
Acompanhados por um pequeno grupo de soldados francos os vikings liderados por Ykoll e Bakar partiram rumo ao norte, procurando rastro nos bosques ao longo das vias e nas cercanias das vilas. Após alguns dias de busca, encontraram o que parecia ser um covil das criaturas. A entrada era uma caverna que descia a grande profundidade e se repartia em inúmeros túneis.
Começaram então um lento e cauteloso trabalho de exploração. Colocando barreiras. Bloqueando passagens. Descendo cada vez mais fundo.
Após quase duas semanas encontraras os temíveis monstros em uma grande gruta. Eram dois, gigantescos, e avançara sobre o grupo de vinte exploradores liderados por Ykoll e Bakar.
Combate nas profundezas
O impetuoso guerreiro adiantou-se e iniciou o combate, evitando os ataques das criaturas e ferindo uma delas na altura das pernas. Bakar e mais dois lanceiros ladearam as criatura e atacaram. A batalha parecia ganha, quando de túneis nas laterais, no fundo e no alto da grande caverna surgiu mais uma dúzia das criaturas, avançando e cercando os combatentes.
Ykoll sustentou o combate, dando tempo para que Bakar e os lanceiros retornassem ao grupo, que ficara guardando o acesso.
Vendo o sangue dos dois oponentes com os quais se digladiara até o momento, Ykoll golpeou uma segunda e uma terceira vez, ávido por vê-los tombar. Às suas costas, Bakar via o círculo de monstruosas criaturas fechar-se em torno dele e gritava para que recuasse.
Algumas das criaturas atacaram o grupo de lanceiros, forçando-os para dentro da galeria, onde o espeço mais confinado permitia permitia que enfrentassem um monstro de cada vez.
Totalmente envolvido no combate, o berseker estava totalmente imerso no combate. Foi cercado. De longe, Bakar via seu irmão girando, bloqueado, esquivando-se e golpeando no meio das criaturas, até sofrer um potente golpe de clava nas costas e cair, como morto.

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