Diário do Avatar, 26/9/2012, por Kaliel (P. Macedo)


Resolvi começar um diário para ver se consigo absorver as coisas incríveis que têm acontecido comigo ultimamente. Como eu durmo pouco, escrevo estas linhas à meia luz, quando todos os demais estão em sono profundo. Resolvi chamar isto de o "Diário do Avatar". Não sei, parece algo mais próximo da minha identidade do que "Caliel": acho que estou mais para um demônio do que para um anjo...

Tive amnésia novamente. Eu me lembro de me despedir de Beren e da sua família e acordei preso e acorrentado numa espécie de caverna, com outras três pessoas. Eram dois magos e um pequenino. Estávamos presos por armadilhas bastante elaboradas que faziam alusão aos 4 elementos. Eu estava enterrado e acorrentado a uma mesa, que soltava mais areia sempre que eu fazia força. Não sei o que houve, nem por quanto tempo apaguei. O interessante é que eu simplesmente sabia o que tinha de fazer. Perguntei se alguém conseguia enxergar uma chave, pois, de onde eu estava, não tinha muita visão das coisas. O mago que estava acima de mim, um menino chamado Damian, passou a localização de uma chave que estava presa à mesa. Eu quis que a chave fosse parar na minha mão, e foi o que aconteceu. Ela se moveu sozinha e foi até a minha mão. Infelizmente, isso acionou um mecanismo na mesa que me enterrou de vez. Eu desejei com muita força que a areia saísse do meu rosto, e novamente foi o que aconteceu!

Nesse meio tempo, o Damian conseguiu se libertar. Soltou a todos nós e a uma elfa muito bonita que também estava presa em outra sala. Estranhamente, ela estava presa com as suas armas. Estava claro para mim que eu não deveria confiar em ninguém. Encontramos um bilhete de agradecimento. O que foi que eu fiz? Também encontramos nossas coisas e artefatos mágicos. Um deles, um amuleto, reagiu comigo.

Havia algumas saídas, mas elas me pareceram muito óbvias. Então, o mago localizou uma passagem na sala onde a elfa estava presa. Eu quis arriscar as minhas chances por ela, mas o outro mago e o pequenino queriam saber o que estava atrás de uma porta. Antes que tentassem abri-la de maneira temerária (tínhamos sido aprisionados, e os nossos carcereiros podiam estar lá ainda), tomei a frente para tentar escutar o que estava atrás da porta. Não ouvi muita coisa. A elfa se prontificou dizendo que ouvia muito bem e principiou a falar sobre si mesma no que pareceu que se tornaria um monólogo incessante, o qual denunciaria a nossa fuga. Cortei-a.

Ela ouviu barulhos que pareciam ser de alguns cachorros. Mais uma razão para pegarmos a outra saída, mas o grupo quis abrir a porta do mesmo jeito... Tsc.. tsc... Quando a porta se abriu, entrou um cachorro-monstro de 3 cabeças, e uma das bocas já estava fumegando. Para a minha surpresa, o primeiro a reagir foi o pequenino que provou nesta, e em outras ocasiões, que não deveria ser subestimado. Acertou a cabeça do meio com uma flecha bem no olho! Acho até que matou esta cabeça. Mas as outras duas não pareciam nada contentes. Novamente, eu sabia o que fazer. Eu mentalizei para o monstro se espatifar contra a parede, e o bicho foi arremessado violentamente contra ela. O impacto foi tamanho que o matou. Agora, está claro para mim que, quem quer que eu fosse, eu não era um simples pescador.

Havia outra passagem que descia mais fundo na caverna. Eu enxergo bem no escuro, então tomei a frente, mais uma vez. Ao nos aproximarmos, senti um cheiro horrível de putrefação e sangue. Então, lá estava. Uma câmara cheia de cadáveres de crianças! Alguns cachorros comiam os restos mortais. Isso me deixou furioso! Eu queria matar todos aqueles cães. Foi quando eu vi um menino que parecia estar vivo. Não hesitei. Entrei totalmente na câmara e puxei a criança para trás de mim. Mas é claro que fui atacado. Consegui me defender bem da primeira investida, mas quando fui golpear, decidi aumentar a força do ataque com esse meu novo poder. Até que funcionou, mas eu não consegui segurar a espada que foi arremessada para longe.

Contava apenas com um escudo agora. Eu estava querendo o sangue daquele cachorro. Bati uma, duas, três vezes no animal com o escudo. Damian tinha conseguido acalmar um dos cães; ou, pelo menos, foi o que parecia naquele momento. Mas o outro mago que estava conosco, Karl, estava se saindo pior do que eu, e um dos cachorros parecia estar matando ele. Eu sabia que tinha de terminar rápido essa briga para poder ajudá-lo. Então, tive de aprender uma lição de humildade: mais uma vez, tentei incrementar a força do meu ataque com o meu novo poder e, mais uma vez, não consegui segurar o escudo. Estava agora desarmado e sofri um violento ataque.

Felizmente, a elfa Rachele desceu e salvou a todos nós. O pequenino havia aparecido antes, mas não quis nos ajudar. Naquele momento, eu pensei que tinha sido mera covardia dele, mas, mais tarde, tive certeza de que ele não era confiável. Ele era bom demais com o arco para ser covarde e tinha um instinto assassino...

Conseguimos trazer a criança para cima, e um cachorro, que parecia ter sido enfeitiçado pelo Damian, foi junto. O mago insistia em falar com o cão; eu achei que ele tinha ficado maluco, quando o animal encostou na criança, e ela, que estava em choque, começou a falar. Antes que pudesse prosseguir, o hobbit atirou uma flecha na garganta do menino! Ele por pouco não matou a criança que havíamos feito tanto esforço para salvar.

Mesmo muito machucado, fiquei com vontade de transpassar o pequenino Ilberic, mas foi bom que eu não fiz, porque assim pude descobrir o que estava acontecendo. O cachorro, e depois o menino, tinham sido possuídos por algum espírito maligno, e agora ele tinha ido para Rachele. O espírito olhou para mim e me chamou pelo título que apenas a Mão conhecia: Avatar! Isso gelou até a última gota de sangue no meu corpo. Aquele espírito podia ser o Guardião! Ou alguém fazendo o seu trabalho... Em ambos os casos, isso não era algo bom, e eu sabia que não era páreo para aquela entidade...

Confiável ou não, eu não estava disposto a perder Rachele para aquele espírito. Tentei impedi-la de descer àquele inferno de cadáveres, mas a entidade me ameaçou com uma adaga. Eu não estava em condições de lutar, então fiz ela acreditar que eu havia desistido, e a enterrei no chão com o meu novo poder. O impasse se resolveu quando o espírito voltou para o cachorro e desceu.

Finalmente, decidimos usar a passagem. Saímos numa espécie de sala de ritual. Lá estava mais um cadáver de criança. Era o filho de Karl.

Uma alavanca acionava um mecanismo numa estátua que dava noutra sala. Fiquei por último para acionar o mecanismo com o meu poder. Esta outra sala parecia ainda mais uma sala de ritual do que a anterior, com uma figura, sem expressão, no chão. Acionei outra alavanca, e caímos numa espécie de fosso. Damian estava flutuando. Achei uma boa ideia e usei o meu poder para levitar. Saímos de lá por um buraco que parecia ter sido feito por uma minhoca gigantesca. Eu fui por último, logo após o Ilberic. Nunca darei as costas para ele. 

Nós nos deparamos com uma patrulha. O pequenino se escondeu. Eles pareciam ser uma autoridade legítima; então me entreguei voluntariamente e decidi cooperar. Infelizmente, Damian resolveu entrar numa discussão sem sentido com eles, o que só contribuiu para aumentar a desconfiança. Eles achavam que nós havíamos sequestrado as crianças. Expliquei o melhor que pude a situação e nos levaram para um bispo que devia ser a autoridade local. O hobbit ficou, para o meu alívio.

No castelo do bispo, vi um vitral que me deixou bastante perturbado. Uma mão gigantesca com seis dedos concedendo poder a um mago cujo nome era Ozymandias. Era o Guardião! Perguntei para o bispo se ele sabia de quem era aquela mão, mas ele não sabia. Mas me falou de uma biblioteca perdida que poderia ajudar. Decidi que irei procurar essa biblioteca assim que resolver esta situação das crianças. Descobri que o bispo e outras autoridades perderam os seus filhos para esses sequestradores. O menino que o hobbit quase matou era filho de uma dessas autoridades. Jurei ao bispo que encontraria o seu filho, ou vingaria a sua morte. E então, finalmente, os meus demais companheiros de cárcere me acompanharam. Vamos levar o menino a alguém que lê sonhos. Damian pediu ao bispo para nos reunirmos com Ilberic. Péssima ideia!

Descobri também que Damian foi prisioneiro de um mago muito poderoso que sabe onde está a minha biblioteca. Já vi que não tenho opção...

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