Ilberic Tuck - relato da sessão de 10/10/2012 - por R. Raposo

Vigiei a saída da caverna enquanto diversos corpos de crianças eram removidos. Felizmente, não vi nenhum que pudesse identificar como Rufus. Isso, entretanto, não me dava certeza de que meu amigo estivesse vivo e bem.
Quando cessaram os trabalhos e os soldados montaram seu acampamento e organizaram turnos de guarda, me afastei deles e logo encontrei um regato. Bebi e me limpei da melhor forma que pude. Depois, procurei ervas e raízes comestíveis, montei algumas armadilhas e deitei semi-oculto em meio às moitas que cresciam aos pés das raízes de uma grande árvore.
Ao alvorecer, verifiquei minhas armadilhas e vi que apanhara uma lebre.
Passei a manhã observando os corpos das crianças serem retirados das cavernas. Entre eles, não consegui , mais uma vez, distinguir o de meu amigo Rufus.
Já perto do meio dia, os meus companheiros de cativeiro retornaram. Desta vez, vinham bem equipados e montados, acompanhados de um soldado.
Eu os observei chamar meu nome várias vezes, mas decidi não me revelar. Dessa forma, quando eles partiram, apenas segui seus rastros à distância.
Quando a tarde ia ao meio, parei de caminhar. Preparei e assei a lebre. A carne fresca foi um alento e estava quase gostosa. Guardei o resto para comer à noite.
Segui em minha jornada, sempre acompanhando os rastros do grupo, que ganhavam distância em suas montarias. Minha convicção era de que iriam parar e levantar acampamento ao cair da noite, de forma que eu os alcançaria durante a madrugada.
Quando a noite já estava bem adiantada, parei novamente, comi o que sobrara da lebre e segui caminhando noite adentro. Havia luar, a brisa era fresca, a estrada estava deserta, tudo aquilo que um andarilho poderia desejar. Quase feliz, continha-me para não assoviar e denunciar minha posição.
Consegui alcançar meus companheiros no meio da madrugada. Vi as brasas de sua fogueira e suas barracas, na escuridão silenciosa, um casal compartilhava o leito. Sentado perto do fogo que se extinguia, Klaus olhava as brasas tristemente. Vi Kaliel e seus rastros, ele permanecia alerta, mas não chegou a me ver. Como são curiosos os humanos, tão passionais, tão obsessivos, neles, as emoções parecem viver ainda por um longo tempo após suas causas terem desaparecido. Decidi aproximar-me deles no dia seguinte, bem cedo. Armei minhas armadilhas, subi numa árvore e cochilei como pude até a aurora.
Chequei as armadilhas ao amanhecer, havia capturado outra lebre. Com ela, me aproximei do acampamento. Fui agradavelmente recebido e meus companheiros relataram suas aventuras mais recentes e sua nova missão: ajudar o menino que fora ferido por mim e estivera no cativeiro a recuperar seus sentidos, de modo que pudesse dizer o que havia visto e ser restituído a seus pais.
O soldado que acompanhava o grupo era um pouco metido e fanfarrão, mas nada que eu já não houvesse notado em outros humanos. Na verdade, os humanos são seres surpreendentes e leva algum tempo até que se possa avaliar com alguma precisão aquilo de que são capazes.
Viajamos mais duas semanas até o porto. Lá, enviei um falcão para Gondor dando notícias de meu paradeiro e perguntando por Rufus.
Durante a viagem, a elfa deitara-se com todos os que a quiseram. Em breve conversa, ela me disse admirar o modo como os humanos viviam e que gostaria de ser como eles. Apesar disso, os modos e gostos que ela manifestava mostravam o pouco apreço que tinha pela vida ou sentimentos humanos. Não deixava de ser de sua raça afinal, apesar do comportamento esquisito.
No porto, conheci Aldebaran, capitão de um grande barco que fazia linha até o continente. Sujeito muito cordial, ele nos acompanhou a uma taverna, onde pudemos comer, beber e nos divertir.
Ainda no porto, encontramos um menino e seu tutor, e ele me apontou como um dos autores do massacre das crianças. Naquele momento, com a mente mais tranquila, dispus-me a acompanhá-los como prisioneiro e submeter-me a sua justiça.
Descansado e de barriga cheia, eu voltava a acreditar no ordem do mundo e, apesar de preocupado, sentia ânimo e esperança para lavar a cabo minha parte naquela missão. Por alguma razão, não me quiseram conduzir como prisioneiro.
Assim, embarcamos, chegamos ao continente, embarcamos de novo em um pequeno barco e nos dirigimos à misteriosa ilha onde residia a bruxa Iliana.
Lá chegando, fomos recebidos com uma prodigiosa demonstração do poder da feiticeira, que nos orientou quanto ao modo de auxiliarmos a pobre criança que nos acompanhara todo esse tempo.
E assim aceitamos fazer. A bruxa nos lançou direto dentro de um sonho do menino, onde nos deparamos com um elfo e uma árvore andante. Percebendo que iam nos atacar, passamos ao combate. Logo, apoderamo-nos de uma chave, que parecia abrir a porta de uma grande cúpula negra diante da qual nos encontrávamos.
O elfo fora posto fora de combate por Damian, mas sem ferimentos. Kaliel agarrara a chave com seus poderes e ela estava em suas mãos. A árvore se aproximava para nos atacar com seus galhos poderosos. E agora, que iria acontecer?

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