Vikings - sessão de 11/12/2011 - autor: Gustavo
Uma manhã ainda fria e todos aqueles que ainda não haviam experimentado o gosto da batalha esperavam sonolentos os preparativos para o treinamento comunal - prática adotada pela Vila desde o incidente do ataque sofrido pelos transmorfos. Cerca de 10 jovens, entre eles os dois únicos meninos da tribo, Olaf - irmão de Bakar - e Yuri - irmão de Bohr, agurdavam as aulas que viriam a ser ministradas pelos mais velhos.
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| Bakar |
O sono começou a passar quando Ikol e Maruk travaram um breve debate sobre o uso de armas em combate. Maruk, caçador, falava das vantagens do arco, enquanto Ikol desdenhava e enaltecia o aço da espada. O clima esquentou mais quando Bakar entrou no debate, falando sobre o uso de lanças, quando, então, o clima de competição entre Olaf e Yuri esquentou pois os mesmos perceberam ali uma chance de disputarem a admiração de Gerta, uma jovem de 14 anos, cunhada de Bohr.
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| Maruk |
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| Ykol |
Ao fim do dia, Bohr chamou a todos os que participaram dos treinos e simulou um embate de massas, colocando algumas garotas com bolas de lama para atirarem nos adversários, enquanto estes lutavam com o resto do grupo. No final, Bohr explicou as vantagens e desvatangens das armas de corpo e distância através daquele exercício.
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| Bohr |
Ao fim do dia, Bakar comentou da visita de Leif, quando se decidiu fazer uma visita àquela aldeia, após o retorno de uma caçada. No dia seguinte sai com Maruk para caçar e na volta pegamos o barco para viajar.
Outros dirão que no final daquele dia de treinos, Bohr e Maruk saíram para caçar, retornando após alguns dias com os despojos de um urso. Nesse ínterim, o velho Leif passou pela aldeia em uma de suas pescarias, ocasião em que convidou Ikol e os demais a visitarem a aldeia de cima. A razão da visita seria a apresentação de algumas jovens que poderiam dar boas esposas para os jovens Yuri e Olaf. Interessados, nossos heróis partiram dias após o regresso da caçada.
Durante a viagem, Ikol seguia um tanto quanto apreensivo, talvez pelo fato de estar desgostoso com suas tentativas de ter novos filhos e seu casamento não lhe ter dado nada além de um único garoto, quando, então, Bohr sugeriu que talvez não fosse necessário o mesmo repudiar sua esposa, mas sim tomar uma nova e manter as duas, afinal, não tínhamos sido contaminados pelos costumes romanos de monogamia, deixando-o pensativo. Tal ideia o próprio Bohr já ponderava, pois precisavam aumentar a força da tribo com mais filhos.
Uma melhor investigação das tradições lhes dirá que é possível tomar outras mulheres, mas que só é possível manter uma esposa e uma linhagem. Claro que sempre é possível repudiar uma mulher e devolvê-la, junto com os filhos, à sua casa. Como as mulheres também podem repudiar seus maridos, levando seus filhos com elas, tomar uma outra mulher como concubina pode gerar problemas.
No dia seguinte seguiu-se o rio para a aldeia de Leif. Após quatro horas, aportamos, levando presentes de visita. A aldeia estava repleta de mulheres de várias idades e quase nenhum homem. O clima era de certa apreensão e muita receptividade. Todos fomos cortejados de forma muito envolvente pelas mulheres. Bohr, logo na entrada, foi arrebatado pelo olhar insistente de uma mulher que dava atenção a um garoto, viria a saber se chamar a mesma Dana.
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| Dana, da aldeia de cima |
Após as apresentações e boas-vindas, bebeu-se do que restou de hidromel vendido para Leif por Ikol, tempos atrás. Andou-se pela aldeia, conhecendo os moradores e cercanias, tendo se passado uma tarde na qual Bohr não conseguiu racionar muito, pois parecia estar enfeitiçado pelo olhar de Dana, tamanho foi o fascínio que lhe arrebatou. Bohr seguiu-a com o olhar por cada instante que teve a chance, pouca atenção dando àquilo que era dito ou tratado no lugar e Dana percebera o fascínio de Bohr, aproveitando para lhe servir pessoalmente das canecas de hidromel.
Bohr só veio a ser despertado do fascínio quando Maruk veio conversar sobre algumas suspeitas, coincidindo com a chegada de um gato preto a roçar-lhe as pernas. Bohr estremeceu, pois aquele gato era sinal de mau agouro, pois sempre aparecia quando algo muito perigoso estava para ocorrer. Assim como em outras vezes, Bohr correu atrás do gato e este fugiu de sua pessoa. Maruk, tentando entender que se passava, veio no encalço de Bohr, contudo o gato desapareceu no meio dos campos.
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| Um gato que só aparece para trazer más notícias |
- Esse gato... mau agouro! Sempre aparece para avisar que algo de perigoso está chegando!
- Precisamos fazer uma caçada pelas cercanias, Bohr, quero ver como estão os campos de caça - disse Maruk, enquanto esquadrinhava os campos, procurando o rastro do gato.
Desistimos e fomos para o salão comunal onde a aldeia se reunia para nos receber. Mais uma vez, Dana arrebatou Bohr e Bohr, indo pegar uma caneca de hidromel, puxou-a pelo cabelo e cheirou-os em direção a sua nuca, dizendo que adoraria tê-la por companhia naquela noite. Ela sorriu e perguntou se Bohr poderia interceder pela união de sua irmã mais nova com Yuri e Bohr assentiu.
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| Tudo indicava que seria uma bela festa |
Foi então que Bakar apareceu, trazia um semblante tenso e chamou Bohr e Maruk de lado. Então o mesmo confidenciou que, como discípulo de Úlrica, aprendera alguns segredos, entre eles o de virar um felino negro, explicando que o gato do mau agouro, em verdade, era a sua pessoa. Então explicou que os metamorfos que outrora atacaram tanto aquela aldeia quanto nossa tribo teriam voltado e um deles se passara pelo que era conhecido como Rodrick, o caçador, tendo atacado sua pessoa ao perceber que Bakar descobrira sua indentidade. Em suma, explicou que o metamorfo, não tendo conseguido pegá-lo, fugiu, levando uma criança da aldeia.
Chamamos Leif e contamos sobre os metamorfos e a criança. A notícia se espalhou, criando um clima tenso, quando, então começamos a debater sobre a necessidade de criar um grupo de buscas. Nesse momento uma garota gritou e foi encontrada com a garganta cortada na frente do salão. Do lado de fora, a aldeia começava a ficar extremamente escura, enquanto vultos apagavam as tochas que a iluminavam. O ataque começou e ficamos recolhidos no salão comunal.







A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava portanto uma concepção do casamento totalmente contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As cerimônias de noivado organizavam a transmissão de bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias, o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já que o objetivo principal era a procriação.
ResponderExcluirSendo assim, fica bem a passagem na qual o Bohr dá a sugestão para Ikol pegar uma segunda esposa sem largar a primeira.
Gustavo.
De acordo. A segunda mulher é uma concubina e seus filhos não têm nenhum direito, a não ser que a esposa seja repudiada ou não gere filhos.
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