Vikings - Carlos Magno e os francos


Carlos Magno nasceu em 742, em uma família de guerreiros dedicados à defesa e promoção da fé cristã. 
Francos: devoção, equipamento e números. Uma combinação difícil de enfrentar.
Em 732, seu avô, Carlos Martelo, derrotou os árabes na batalha de Poitiers, interrompendo a expansão muçulmana na Europa que se iniciara em 711 com a conquista da Espanha.

Batalha de Poitiers
Seu pai, Pepino, cognominado o Breve, retomou o último reduto muçulmano na Gália em 751, empurrando os mouros de volta para o sul dos Pirineus.
Carlos Magno

Mesmo com essas sérias derrotas, os muçulmanos do califado de Córdoba permaneceram fortes e continuaram os grandes rivais dos francos.

Em 768, Carlos Magno foi coroado rei dos francos, junto com seu irmão Calorman. Reinaram juntos até a morte deste último, apenas três anos depois, em circunstâncias misteriosas.

O novo rei francês seguiu a tradição familiar. Mesmo tendo de preocupar-se constantemente com a  defesa do sul de seus domínios contra os mouros, decidiu empreender a conquista e cristianização dos quatro reinos saxões: a Eastphalia, a Ingria, a Westphalia e a Nordalbingia.

Os saxões eram vizinhos dos vikings ao sul e por suas terras se iniciavam as rotas comerciais que ligavam o norte da Europa ao Mar Negro e à Constantinopla, seguindo os caminhos dos rios Elba e Danúbio.

Em uma série de campanhas, a partir de 772, Carlos Magno, massacrou milhares de saxões, destruiu seus lugares sagrados e os forçou à conversão. O paganismo germânico foi banido sob pena de morte.

Soldado de infantaria pesada: para alguns, a conquista da saxônia foi uma cruzada.
A maioria dos nobres saxões submeteu-se, uma das exceções foi Widukind ("filho da floresta"), que de 777 a 785 comandou uma resistência composta por camponeses livres. Nesse último ano ele se rendeu e converteu-se. Não se sabe o que foi feito dele depois, alguns dizem que foi encarcerado e morto, outros, que se refugiou na Dinamarca, para onde já fugira outras vezes com sua família.
Os paladinos francos eram os melhores exemplos do poder da cavalaria.
A medida em que os francos avançavam, aumentavam as tensões econômicas e religiosas entre estes e os povos do norte.
Dentre os francos, os normandos eram os melhores arqueiros.
Alguns cogitam que o início das expedições vikings foi em parte uma resposta à agressiva expansão cristã, enquanto outros consideram que as motivações de tais ataques eram meramente econômicas. A primeira dessas incursões ocorreu nas ilhas britânicas em 789, quando três navios vikings atacaram a baía de Portland.
Em 792, por conta de um decreto impondo recrutamento forçado, os saxões da Westphalia se rebelaram contra o domínio dos invasores francos.

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