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Mostrando postagens de 2012

O jardim selvagem - A história de Eumeu

Na terceira semana de fevereiro, logo após os terríveis eventos que redundaram na morte de três recrutas, um atingido por um raios e dois empalados por raízes de árvores, além dos graves ferimentos infligidos a outros dois e o desaparecimento de um sexto, que depois relatou haver aparecido em um celeiro, a quase um quilômetro de distância, o castelo recebeu a visita de Soros Braemer. Ele fora convidado a falar para os discípulos do Duque sobre aquele infeliz evento. Todos se reuniram no final da tarde, no salão térreo onde eram feitas as refeições, e Soros disse: "Eumeu cresceu no campo e teve uma infância feliz e ordinária. Seus pais eram agricultores, servos de grande proprietário de terras nas cercanias do moinho que fica a uma manhã de caminhada de Reims, na direção de Tuanny. Eles eram pessoas simples, sem muito instrução e sem ambições. Vestiam as roupas que teciam e tingiam. Moravam sob o teto que construíram. Comiam do que plantavam. Um entre vários irmãos, E...

O Jardim Selvagem - Biblioteca de Magia

a) Guilfoyle, “Teoria da Magia” A aptidão mágica é inata e se manifesta na puberdade. Quando não direcionada causa terríveis consequências. O estudo e os exercícios mágicos retardam e controlam o desenvolvimento da aptidão mágica e praticamente eliminam seus efeitos orgânicos mais nefastos. A energia mágica é una e indistinta, ela pode crescer e se desenvolver com o tempo. As diversas áreas e aplicações das ciências mágicas decorreram da percepção de que o estudo e a familiaridade com certas “Esferas de Magia” torna mais eficaz e menos perigosa a obtenção de efeitos mágicos. Características gerais da magia: é de contato, é efêmera, é etérea. Grandes desafios da ciência da magia: extensão, duração e densidade da magia. b) Schmölders, “Anotações sobre magia não-etérea” Ao contrário do que diz Guilfoyle, há áreas da magia em que esta é, por natureza, dotada de massa e densidade. Nesses casos, ao contrário das magias etéreas, a magia densa não é instantânea, ela se forma ...

O Jardim Secreto - Os tempos lendários - por R. Raposo

A LENDA DO ANÃO TWAINE O anão Twaine, nos tempos épicos, andou pela Burgúndia e pelas terras distantes e realizou muitos feitos. Saindo para lutar contra monstros que haviam capturado uma fortaleza anã nas montanhas, ele e seus companheiros se perderam e se viram sujeitos a uma série de aventuras e infortúnios até conseguir voltar para casa. Em um oásis, o anão deparou-se com a feiticeira Enileida, que tentou por todas as formas de persuasao, sedução e magia tê-lo a seu serviço em sua corte. Ao escapar dela, nosso herói teve de enfrentar o troll Steppenwolf para cruzar um vale estreito. Durante sua jornada, ele era seguido por uma sombra, que tentou enganá-lo várias vezes. O grande desafio de Twaine antes de regrassar ao lar foi ludibriar o dragão negro Farfast. Twaine só conseguiu voltar para sua querida esposa Fredegunda graças a liados como o bondoso dragão dourado Isauron, o valente grifo Melfast e o unicórnio Atreiú, que mais de uma vez o salvou. Mas ele só conseguiu enganar Fa...

O Jardim Secreto – A Corte e os Discípulos do Duque Zargbold (por R. Raposo)

A Corte (cavaleiros que servem diretamente o Duque e suas famílias) Camareiro  Hunold (59), casado com Kriemhild (57), filho Alex (18) , pai idoso Hugo (79); Mestre de Cozinha Rumoaldo (54), casado com Sieglind (46), filhos Schilbung (7) e Ana (18) (um fora); Copeiro Sindóval (43), viúvo, filhos Nibelung (12) e Ema (17); Jardineiro Gere (42), viúvo, filhos Gernot (14), Gaio (16), Nina (19) (um fora), pai idoso Richard (80); Mentor  Dankrat (52), casado com Uote (41), filhos Sigmund (16), Balder (19), (três fora); Bibliotecário Hagen (42), casado com Hilde (42), filhos Alberich (13), Karen (16), William (19); Senescal Ortwin (56), casado com Serena (51), filhos Marco (11), Merida (13), Lorena (16); Chefe da Guarda Eckewart (41), casado com Martina (41), filhos Liudegast (14), Liudeger (16), Liana (18), Lara (20) (um fora); Estribeiro Volker (45), casado com Ella (38), filhos Krieger (10), Mirna (13), Frederico (16), Varla (19) , Átia (22), mãe idosa Iren...

O Jardim Secreto – Pirâmide Etária da Burgundia (por R. Raposo)

Pirâmide etária da Burgúndia Senso do ano 930 Idade Pessoas livres Servos Escravos 0 – 9 anos 3.825 1.912 191 10 – 19 anos 3.585 1.792 179 20 – 29 anos 3.514 1.757 4.956 30 – 39 anos 3.398 1.699 4.493 40 – 49 anos 3.189 1.594 2.823 50 – 59 anos 2.904 1.451 781 Acima de 60 anos 2.536 1.267 201 TOTAL 22.188 11.475 13.254 Data de início da aventura: 2 de fevereiro de 936

O Jardim Secreto – Contexto para criação de personagens - por R. Raposo

A grande peculiaridade do cenário é que a magia é uma ciência, que procura trabalhar e aperfeiçoar as aptidões mágicas de seus usuários. Essa ciência também procura controlar os terríveis danos colaterais que a aptidão mágica acarreta. Magos têm problemas cardiorrespiratórios e saúde frágil, viajar muito e dormir ao relento é horrível para eles. Aqueles que não são instruídos em relação a seus poderes desenvolvem atrofias e deformidades físicas. Guerreiros  serão filhos dos cavaleiros que servem o Duque no Castelo Zargbold. Serão educados junto com os magos, inclusive em teoria da magia. A razão disso é torná-los aptos a trabalhar em equipe com os magos e também contra eles, se for o caso. Vou querer uma pequena história dos personagens. Os pontos pré-definidos são os seguintes: 1) eles foram entregues para ser  educados pelo próprio Duque  no início da adolescência e desde então vivem no Castelo Zargbold. Vocês vivem e estudam em uma ala reservada do cas...

O Jardim Secreto - Noções de cenário e criação de personagens (por R. Raposo)

O território A Burgundia é um ducado pacífico e ordeiro há quase mil anos. S eus primeiros registros históricos, guardados na biblioteca da Universidade de Reims, começaram a ser compilados e conservados por ordem dos primeiros Duques, que desde o final dos tempos lendários governam a província. A população é composta por soldados, mercadores, artesãos e agricultores. No censo do ano 934 foram contados quase 20.000 pessoas livres, servidas por um número igual ou levemente superior de vassalos e escravos. Além da grande cidade de Reims e da Vila Braine, há no território uma terceira Vila, chamada Tuanny. Em Reims, além da Universidade, ficam também o Quartel, a Corte de Justiça e os mercados. Em Tuanny fica o entreposto de escravos selvagens, vindos das estepes. Em Braine fica o Castelo da família Zargebold. Ligando Reims a Tuanny há a Grande Estrada do Norte, que cruza todo o território da Burgúndia de leste para oeste. Serpenteando em torno da estrada fica o Rio Verde. ...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 6/11/2012 (Parte II) - por R. Raposo

... revelações. E lá no templo, nós as encontramos. A primeira coisa que descobrimos foi que a pequena Lilandra era na verdade uma vampira velha e muito poderosa. Ela não quis lutar conosco, mas recusou-se a subir a torre do templo. Ainda assim, revelou-nos sua origem, que recuava à última vez que esse mundo se acabara. Naquela época, o mundo tinha outro nome, Kaliel estava lá, tinha outro nome também e uma missão, mas fugira covardemente. Lilandra o chamou de irmão e o tratou com desprezo, afirmando que por causa dele, ela e outros haviam sido amaldiçoados. Ela nos mandou subir a torre e nós, pobres coitados fascinados pelo mistério, o fizemos. Hoje me lembro das várias ocasiões em que poderíamos ter tomados outros caminhos, mas isso apenas torna mais trágica as lembranças dos eventos que tento narrar. ... o guardião dos espelhos. Subimos a torre e fomos atacados por algumas criaturas relativamente fracas, às quais vencemos com facilidade. Encontramos dois salões e uma porta...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 6/11/2012 (Parte I) - por R. Raposo

... o crime de Rachelle Após viajar alguns dias em direção a Aldra, fomos interceptados por um grupo de soldados gondorianos. Um deles parecia um mago, o outro devia ser um oficial de certa importância, havia mais quatro soldados bem armados. Escondi-me ao vê-los e procurei uma posição de tiro, torcendo pra que não fosse o caso. Desde o terrível episódio na caverna, o simples gesto de assestar meu arco me dava calafrios. Eles tinham uma ordem de prisão contra Rachelle, pelo roubo de artefatos poderosos, assinada pelo próprio Rei McGarmont. Após alguma tensão, nos deixaram seguir, avisando – seria um blefe? – que estaríamos sendo observados. ... a pequena Lilandra. Em Aldra, encontramos o tutor Cassius, mas ele não estava com seu tutelado Elric. Na verdade, ele havia encontrado nas ruas da cidade uma menina chamada Lilandra e pretendia levá-la até a ilha onde se situava o castelo dos governantes das terras geladas. Aquela garotinha era a figura que havíamos visto em sonhos...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 23/10/2012 (Parte II) - por R. Raposo

... em busca da verdade. Aisha disse que no país do gelo, além da ilha de Urdan, havia outra ilha onde encontraríamos o Salão dos Espelhos, lá, a verdade sobre Iluin e muitas outras coisas poderia nos ser revelada. Isso nos fez desviar para o norte em Annúminas, ao invés de seguir rumo oeste, para Bree. No caminho, na altura da bifurcação que levava a Tiaraana, a cidade aos pés do vulcão, fomos detidos por um grupo de Amazonas, a frente do qual estava a própria rainha, Naila. Ao descobrir a identidade de nosso jovem protegido, ela quis capturá-lo, como moeda de troca junto ao rei dos Rohirim, em troca de sua irmã mais nova, Marada. Felizmente Rachelle estava conosco e, em troca de seu juramento de que libertaríamos Marada, Naila nos deixou seguir. ... os fronteiros. Chegando a Annúminas, procurei a guarda de Gondor, em busca de informações sobre os fronteiros. Fui conduzido à presença da Capitã Calixto, que após simular surpresa e desconhecimento, me levou à sua tenda onde en...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 23/10/2012 (Parte I) - por R. Raposo

... dentro do sonho de uma criança. A porta foi aberta por Kaliel e entramos. Lá dentro encontramos um garoto brincando com um cavalinho de madeira. Quando o retiramos de lá, ele viu algo no bosque e saiu correndo. Fomos atrás dele e acabamos vendo uma menina, que ele repetidamente chamava: Lilandra! Lilandra! Correndo atrás dela, acabamos sendo levados a uma clareira, na qual fomos emboscados. Felizmente as criaturas eram fracas e as derrotamos. Em seguida, seguimos o rastro da menina, que entrava em um buraco. Este nos conduziu a uma sala, em que havia várias crianças cantando e batendo palmas. Era o lugar onde havíamos encontrado as crianças mortas, tempos atrás. Estávamos adentrando uma memória da criança no cativeiro. Lá, havia várias meninas iguais a Lilandra, cada uma delas acompanhando um garoto que, pelas vestes, parecia de família nobre. Inesperadamente, Kaliel golpeou uma das menininhas, o que fez com que a criança que regia o coro fugisse. A perseguimos e isso ...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 10/10/2012 - por R. Raposo

Vigiei a saída da caverna enquanto diversos corpos de crianças eram removidos. Felizmente, não vi nenhum que pudesse identificar como Rufus. Isso, entretanto, não me dava certeza de que meu amigo estivesse vivo e bem. Quando cessaram os trabalhos e os soldados montaram seu acampamento e organizaram turnos de guarda, me afastei deles e logo encontrei um regato. Bebi e me limpei da melhor forma que pude. Depois, procurei ervas e raízes comestíveis, montei algumas armadilhas e deitei semi-oculto em meio às moitas que cresciam aos pés das raízes de uma grande árvore. Ao alvorecer, verifiquei minhas armadilhas e vi que apanhara uma lebre. Passei a manhã observando os corpos das crianças serem retirados das cavernas. Entre eles, não consegui , mais uma vez, distinguir o de meu amigo Rufus. Já perto do meio dia, os meus companheiros de cativeiro retornaram. Desta vez, vinham bem equipados e montados, acompanhados de um soldado. Eu os observei chamar meu nome várias vezes, ...

Primeiro Registro - Conhecidos - sessão de 26/9/2012 - por Damian (F. Basile)

Depois de tudo que passei só o que me faltava era acordar em grilhões, pendurado na horizontal, perto do teto de um templo subterrâneo, com a vida ameaçada por lâminas girando logo acima de mim, ameaçando minhas costas, e duas nas paredes, na direção dos meus pés e da minha cabeça. As correntes que me prendiam estavam atreladas a duas criaturas. Um humano se equilibrando sobre um alçapão com chamas abaixo e um hobbit em um tanque cheio de água, com risco de se afogar. Logo abaixo de mim havia ainda um half-elf semi enterrado, parcialmente sob uma mesa. Quatro elementos nos ameaçando. Quando o hobbit, o humano ou eu nos movimentávamos colocávamos a vida dos outros dois em risco. Tentei usar meus poderes de forma cautelosa, para não causar riscos aos demais, afinal não os conhecia e estavam em situação semelhante. Percebi que meus poderes arcanos estavam ampliados.  Nesse meio tempo, o meio elfo havia conseguido mover com seu poder telepático uma chave que estav...

Diário do Avatar, 26/9/2012, por Kaliel (P. Macedo)

Resolvi começar um diário para ver se consigo absorver as coisas incríveis que têm acontecido comigo ultimamente. Como eu durmo pouco, escrevo estas linhas à meia luz, quando todos os demais estão em sono profundo. Resolvi chamar isto de o "Diário do Avatar". Não sei, parece algo mais próximo da minha identidade do que "Caliel": acho que estou mais para um demônio do que para um anjo... Tive amnésia novamente. Eu me lembro de me despedir de Beren e da sua família e acordei preso e acorrentado numa espécie de caverna, com outras três pessoas. Eram dois magos e um pequenino. Estávamos presos por armadilhas bastante elaboradas que faziam alusão aos 4 elementos. Eu estava enterrado e acorrentado a uma mesa, que soltava mais areia sempre que eu fazia força. Não sei o que houve, nem por quanto tempo apaguei. O interessante é que eu simplesmente sabia o que tinha de fazer. Perguntei se alguém conseguia enxergar uma chave, pois, de onde eu estava, não tinha muita visã...

Ilberic Tuck - relato da sessão de 26/9/2012 - por R. Raposo

Acordei em um lugar desconhecido, dentro d'água, acorrentado a três seres humanos. Um de meus primeiros pensamentos foi: qual deles me capturou? Estava nu, a água era turva, mas não propriamente suja. Um dos humanos estava acorrentado no ar, e logo revelou-se capaz de utilizar alguns artifícios mágicos para se libertar. Outro estava preso sobre uma fornalha e pareceu-me incapaz de libertar-se sozinho. O terceiro estava enterrado sob algo que parecia uma mesa e conseguiu mover uma chave sem tocá-la. Por que causas estava eu preso com eles, não recordava. Minha última memória era de Halfast se despedindo de mim. Com relativa facilidade, ainda mais considerando a complexidade da armadilha a qual estávamos atados, o humano acorrentado no ar conseguiu soltar-se. Ele não nos libertou logo, preferiu aventurar-se por um corredor, de onde voltou com uma elfa, vestida como as mulheres humanas se vestem quando querem atrair atenção. Eles nos soltaram e em seguida encontramos alguns ...