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Mostrando postagens de 2016

Sieghart, por G. Palombo

As lâminas se chocaram em um estalo metálico. Ligeiras faíscas voavam enquanto o frio embalava os dois homens. Sieghart estava entre os diversos irmãos que lado a lado clamavam pela justiça dos deuses: - Arranque a cabeça do traidor! – gritou um dos homens que estava sentado ao seu lado. Ankër rodopiou com seu sabre, lançando-o contra o escudo de Ahair em um estalo oco. Imediatamente o outro afastou a arma do agressor e lançou seu machado de guerra com todo o peso do corpo. Não era homem, sim fera, não era um dos cavaleiros para lá do mar, era um vinking. A arma era brandida junto a berros, em ordem aleatória e furiosa. Ahair movia-se como uma verdadeira besta, o jovem reconhecia, mas era evidentemente desordeiro, pouco estratégico, cego pela ira. Cada golpe aparado era como pólvora para outro igualmente ineficaz. Os irmãos dançavam para frente e para trás, um atacando com fúria, o outro repelindo-o: - Valhalla! – gritou Bjorn acompanhado de grande parte dos presentes. Uma calmari...

Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 25 de junho de 2016

Numa manhã fria, Angel, a irmão de Ankër, adentrou inesperadamente em sua tenda. Ela estivera oculta entre os soldados que Ahair trouxera de Hedeby. Diante do duelo eminente, ela decidiu abraçar uma última vez seus irmãos que haveriam de matar-se. E assim Ankër e Ahair duelaram, e o irmão que se sentia um traidor e se lançou à morte acabou por matar o irmão mais jovem e honrado. O combate foi difícil e quem o viu conta que ambos se feriram até a morte, mas que os deuses permitiram que apenas um deles adentrasse o Valhala. Em seus desígnios misteriosos, decidiram que Ahair, que fora cúmplice na traição e assassinato do próprio pai e rei, ainda tinha que dar mais alguns passos sobre a terra. Comovidos ante o espetáculo de coragem, os guerreiros celebraram diante da pira que consumiu o corpo de Ankër e se uniram sob a autoridade do vencedor. Convidado por Angel, Ahair decidiu cumprir o acordo celebrado pelo irmão mais jovem e seguiu com as forças de Carlos Magno rumo à Ibéria. A via...

Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 11 de junho

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O RETORNO DE MARUK Ao retornar com seus soldados, Maruk encontrou o acampamento de seus compatriotas próximo à entrada do covil dos trolls. Logo soube que Ykoll caiu em batalha e que seu corpo não foi encontrado. Bakar não estava no acampamento, pois sua presença se tornara necessária em outras paragens. No comando dos bravos de Oslo encontraram Bjorn, o berseker, e Rollo. Maruk os indagou por que estavam ali se tinham um contrato a cumprir. Bjorn falou que estavam seguindo Ykoll e Bakar em busca de vingança contra os traidores dinamarqueses comandados pelo príncipe Fahair. Ante as dúvidas levantas pelo caçador, inclusive a de que atacar o atual Rei da Dinamarca seria um ato de guerra que só poderia ser ordenado pelo Rei Borr, Bjorn e Rollo concordaram em participar de um conselho e tomar uma decisão. FAZENDO PLANOS Nesse meio tempo, o Príncipe Ankër tratava com o Conde Dupuy, de Magdeburgo, sobre a expedição contra os mouros. Ankër apresentou um plano para tentar cap...

Cavaleiros e Bárbaros - sessão de 21 e 28 de maio e de 4 de junho de 2016

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Fahair, parricida e rei Maruk foi levar um carregamento de peles à cidade às margens do lago e, lá chegando, descobriu que no dia anterior, seu irmão Ykoll partira com a maior parte dos homens válidos da povoação para ajudar o rei Gudrod da Dinamarca em mais uma de suas temerárias expedições contra os eslavos, com os quais guerreava há quase dez anos, para a ruína de seu povo. Temendo pelo que poderia suceder, o caçador reuniu quem pode, inclusive quase todos os seus filhos e sobrinhos, e partiu alguns dias depois. Ao chegar a Hedeby, tomou conhecimento de que os eslavos inflingiram mais uma derrota aos daneses e que o primogênito de Gudrod, após trair e assassinar o infeliz rei, fora eleito para ocupar o trono. Maruk conhece "Loki" Em audiência, Fahair, o novo rei, disse a Maruk que não sabia se havia sobreviventes entre os que ficaram para trás assegurando a retirada e recusou-se a empenhar qualquer recurso para investigar o que acontecera. Tudo o que ofer...

Cavaleiros e Bárbaros - sessões de 7 e 14 de maio de 2016

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O REGENTE Ausente o Rei em mais uma de suas frequentes viagens, é Ykoll quem distribui a justiça na cidade às margens do lago. O soldado julga entediante ouvir reclamações de vizinhos, denúncias de contratos não cumpridos, dívidas não pagas e crimes, mas cumpre a tarefa empregando o melhor de seu discernimento. Vai pelo meio o inverno e naquela manhã fria, entre os suplicantes destaca-se a comitiva de algum importante visitante vindo de outras terras. As coroas, mantos púrpuras e cotas de malha fazem adivinhar uma família de nobres. O ALTAR PARTIDO E O PEDIDO DE AJUDA Também está presente o feiticeiro Bakar, que traz notícias de mal agouro sobre a profanação do altar de Aegir, senhor do mar, e sua esposa Ran, protetora dos afogados. Diz o bruxo que a agitação do mar e do vento refletem a cólera dessas divindades desrespeitadas e, em nome delas, ele vem cobrar a reparação do santuário e o sacrifício de uma vida. O pedido é atendido, mas antes que se ultimem quaisquer prepar...

CAVALEIROS E BÁRBAROS

CARLOS MAGNO Carlos Magno nasceu em 742, em uma família de grandes reis cristãos. Dez anos antes de seu nascimento, seu avô, Carlos Martelo, derrotara os árabes na batalha de Poitiers, interrompendo a expansão muçulmana na Europa que se iniciara em 711 com a conquista da Espanha. Coube ao seu pai, Pepino, cognominado o Breve, retomar o último reduto muçulmano na Gália em 751, empurrando os mouros de volta para o sul dos Pirineus. Apesar de tudo, o califado de Córdoba permaneceu forte e continuou o grande rival dos francos. Carlos Magno foi coroado rei dos francos em 768, junto com seu irmão Calorman. Reinaram juntos até a morte deste último, em circunstâncias misteriosas, em 771. Segundo fontes confiáveis*, por coincidência ou destino, foi nesse ano que nasceu Bohr. FRANCOS CONTRA SAXÕES Carlos Magno, defensor da cristandade, massacrou milhares de saxões, por serem pagãos, e destruiu seus lugares sagrados entre 772 e 792. Esse movimento de expansão o fez avançar mais e m...