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Mostrando postagens de agosto, 2012

Surge a elfa - Parte II. Por E. Val

O caçador estava inquieto, os inimigos viriam, ele tinha certeza. Ele pôs-se a procurar rastros, pistas, quaisquer indícios de batedores, sem sucesso, exceto por um único rastro, que vinha da aldeia. O caçador seguiu o rastro, ele já reconhecera sua presa. A respiração do caçador tornou-se um pouco mais densa que o habitual, seus músculos envigoravam-se, porém seu coração manteve o mesmo ritmo, o caçador era preciso, ele não se deixava levar pela sua fúria como um björn. Logo ele avistou o infame, queria ter certeza de para onde ia, e então já tendo encontrado o destino, Maruk o passou sem ser visto e pulou nas águas da nascente silenciosamente. Das águas Maruk surgiu, arco já armado, restando-lhe apenas aliviar seus dedos do fardo. Se há uma coisa que abomino são espiões.   Falou o patrulheiro. A criatura frágil se molhara, balbuciando palavras para justificar sua ida à entrada do covil de seus antigos anfitriões. Maruk não hesitou, seus dedos foram aliviados de um fardo...

Surge a elfa - Parte I. Por E. Val

Pouco mais de um dia depois Bohr retornou, estava ileso. Quando soube que Maruk e Ikol haviam matado os 'prisioneiros' Bohr veio a ter com eles, enraivecido dizia que eles haviam brincado com sua vida, os argumentos dos irmãos não adiantavam, e ele partiu. Porém mais enraivecido ficara Maruk, ele e Ikol foram atrás de Bohr, e Maruk pôs-se a reclamar, Bohr não os consultara, assumira os próprios riscos e agora os cobrava por um tratado que eles não haviam concordado, quando sua única intenção era reaver o irmão. Uma coisa no entanto não era totalmente verdade, Maruk queria matar as criaturas de qualquer jeito, ele não permitiria que elas escapassem, e o traste que vivia com eles havia deixado claro, ao menor cochilo eles virariam crianças e fugiriam, pela tolice de Bohr Maruk não assumiria aquele risco, preferia resgatar a Bohr, que Maruk de fato acreditava ter se condenado ao se deixar levar pelos demônios sórdidos, filhos de Surt, nascidos dos poços incandescentes mais vis d...

O caçador - Por E. Val

Lá estavam novamente eles em seu posto de vigília, Maruk, Ikol e Bohr. Ao menos no ponto de vigia eles não atrapalhavam com seu constante barulho, pensava Maruk. Ele amava seus irmãos, e sem dúvidas suas habilidades já o haviam salvo algumas vezes, mas o caçador sempre foi exigente, e ele creditava alguns fracassos em emboscadas aos seus irmãos de armas, mas aceitava o revés, unidos eles eram mais fortes, desde que se lembrassem que aquele era o seu lugar, e quanto a isso ele não tinha queixas. Então interrompendo os pensamentos cíclicos de Maruk eles avistaram. Bestiais correndo, procurando algo. Incrédulo Maruk avisou aos outros, e para surpresa deles aquelas não eram as criaturas habituais. Pego em corpo-a-corpo por um inimigo Maruk sacou de sua arma, e para espanto do caçador, a besta, que travestia-se com elegantes roupas, segurava sua mão e impedia-o de seguir com a estocada. O caçador em um arroubo de fúria saltou sobre o inimigo, buscando prender-lhe ao chão. No final os outr...

Bohr Rei - Parte V. Por G. Machado

Na manhã seguinte, Robert partiu para perseguir as feras restantes junto com os senhores do norte e o ferreiro. Poucos dias depois os vinkings retardatários do norte distante chegaram e não tínhamos mais como usá-los contra as feras. Diante do conselho dos vikings, eu os mostrei as provas da presença e ataque das feras, os corpos e as armas. Mostrei as bestas, espadas e armaduras das feras e, sabendo que eram equipamentos francos, informei que toda a situação que passávamos era fruto de um plano de pilhagem franco, utilizando as feras para tanto. Relatei como, naquela altura, os mil e quinhentos guerreiros retardatários nada mais poderiam fazer para caçar as feras, contudo, consegui convencê-los que poderíamos nos vingar dos francos e pilhar para ressarcir o prejuízo que sofremos com o ataque das feras. Foi assim que naquele verão conseguimos voltar com nossas embarcações carregadas de muita riqueza e escravos, enquanto Robert e Vigeland tiveram que permanecer lutando contra as feras...

Bohr Rei - Parte IV. Por G. Machado

Os senhores dos reinos do norte passaram a se ressentir do que Robert parecia querer fazer, ter a prata toda para si e afastar os demais e, nesse dia, diante daquela decepção, diante das palavras de Ikol de que não queria ter Robert como rei, pois não parecia o mesmo ser diferente de Vingeland, fiz algo impensado, quebrei a moral de Robert perante os senhores do norte ao repreendê-lo por querer permanecer na Vila com a inteção de repovoá-la, quando mais de duzentas feras marchavam por nossas terras para atacar irmãos vikings nas terras de Vigeland. A contragosto, Robert se comprometeu a partir no dia seguinte no encalço das feras restantes, mas queria que eu estivesse presente e liderasse as forças de caçada e eu aceitei. Foi o ferreiro de minha tribo que me alertou sobre a situação que foi alcançada: a vila fora retomada, as feras da vila foram trucidadas, não tardaria e as feras que seguiam para as terras de Vingeland seriam derrotadas, contudo, em poucos dias, cerca de um mil ...

Bohr Rei - Parte III. Por G. Machado

Eu sabia que as terras de Harald estavam próximas de nossa Vila, meio dia de caminhada, enquanto as terras de Vigeland estavam distantes pelo menos duas semanas dali e eu precisava de tempo. Nesse instante eu menti para a fera, informei que lamentava a morte dos reféns e informei que uma disputa política ocorria entre os Vikings. Informei que nos dias em que estive fazendo acordo com o líder das feras, no subterrâneo, emissários de Vigeland andaram por nossa vila para conseguir apoio para a sucessão real e, tão logo descobriram a presença dos reféns, bem como descobriram que tínhamos um ser divino, uma elfa, entre nós, tomaram nossa hóspede e mataram os reféns. Meu objetivo era ganhar tempo, fazer com que a atenção das feras se afastasse de minha pequena vila. Informei que não desejava mais nenhuma prata para devolver a elfa, pois, com os atos de Vigeland, a questão tornara-se pessoal e de honra. E parece que surtiu efeito, pois as feras me deixaram ir, mas informaram que qualque...

Bohr Rei - Parte II. Por G. Machado

Em dada manhã, dias após Yorick ter partido para Oslo no intuito de conseguir algo mais palpável para nossas vilas e, assim, afastar as influências de Vigeland, observamos a movimentação dos transmorfos nas bordas de nossas terras. Conseguimos conter o movimento dos mesmos, matamos muitos e capturamos três que viriam a ser identificados como sendo filhos do líder dos transmorfos. Aquelas criaturas procuravam por uma elfa que teria escapado de suas posses, uma de nossas criaturas divinas, e ofereciam prata por nossa ajuda em recapturar e devolver o ser, bem como os reféns, ou, em caso de negativa, o risco de invasão e guerra contra nossas pequenas vilas. Naquela ocasião deixei dois reféns na minha vila, enquanto parti com um terceiro para tratar com o líder dos transmorfos, embaixo da terra. Comprometi-me a levar a proposta de tal líder a Yorick e retornei para minha vila após alguns dias, quando recebi a notícia que os reféns que havia deixado foram mortos. A morte dos reféns...

Bohr Rei - Parte I. Por G. Machado

Verdade seja dita, jamais quis ser rei apesar de, uma vez, quando jovem, querendo conseguir comprar armas e desbravar os mares e pilhar terras distantes, vi o desdém de um mercador para com minha vontade e atitudes. Naquele dia, numa feira, falei mais por bravata que aquele vendedor se arrependeria quando eu me tornasse um rei. Os dias passaram e minha primeira arma não a ganhei das mãos de um mercador, recebi-a das mãos de Vó Úlrica, um gládio, junto com uma runa, após um desafio lançado aos jovens de nossa vila. A runa, esta eu dei para minha irmã, para que a mesma sentisse força e superasse o medo do encontro com Vó Úlrica. Em meu primeiro ataque de pilhagem a terras distantes fui armado com o gládio e já nem me lembro que terras eram aquelas. Lembro-me que naquela ocasião diversas embarcações competiam para chegar primeiro na enseada do vilarejo que se pretendia atacar, enquanto eu consegui fazer com que parte da frota, junto com nossa embarcação, atrasassem um pouco o de...

Como Bohr se tornou rei - parte V. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo

Coroado,  Bohr  tinha agora diante de si o desafio de governar. Que faria com os cinco guerreiros da guarda pessoal de  Harald , que agora lhe juravam lealdade? Quem escolheria para governar  Oslo ? Ele acataria o pedido dos reis do norte, de tornar a cidade um porto livre? Quem seriam seus conselheiros, gente dos reinos ou de sua aldeia? Quem iria chefiar a guarda da cidade? Que fazer em relação à  aldeia de cima  e à  aldeia da balsa , cujos habitantes foram praticamente dizimados pelos monstros? Como manter o apoio dos mercadores dos oito reinos, empolgados com os resultados da recente expedição? Como tratar com os guerreiros de Agder, Vestfold e Alvheim, que não enfrentaram os metamorfos, não participaram da expedição e viram seus preferidos ao trono derrotados? Que fazer em relação ao pedido de socorro dos saxões, agora que o elemento surpresa já não era um fator garantido na luta contra os francos? E, talvez a principal questã...

Como Bohr se tornou rei - parte IV. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo

A oportunidade que esperavam apareceu de maneira fortuita. Chamados para combater uma ameaça comum, uma grande invasão de metamorfos, mobilizaram um grande número de soldados e, chegando ao local de encontro, descobriram decepcionados que a ameaça já fora contida e que as forças de  Vingulmarken , comandadas por  Robert , já se haviam deslocado para cortar a retirada dos inimigos que haviam avançado para  Varmland , onde se deparariam com as numerosas forças de  Vigeland . Estando  Harald  enfermo e  Robert  e  Vigeland  ausentes, em campanha em algum lugar entre o fiorde e o grande lago do leste. Os três reis se encontraram com os membros da  aldeia de baixo , que havia anos combatiam as criaturas e cuja fama já se espalhara por todo o reino. Informados de que os  francos  poderiam estar equipando os monstros, que estes seguiam subjugando os  saxões  ao sul da  Dinamarca  e impondo o cristian...

Como Bohr se tornou rei - parte III. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo

O tempo de  Harald  foi menos glorioso. Não havia mais possibilidade de expansão sem lutar ou anexar outros reinos. Além das sombrias passagens pelas montanhas, nos confins de  Toten , estava o reino gelado de  Halogaland . Os fiordes no litoral ao norte de  Agder  estavam sob os poderes dos reis de  Ryger  e  Horder . As terras costeiras ao sul de  Alvheim  estavam ocupadas pelos  danos , que reinavam também sobre a península da  Dinamarca . As terras do interior, a sudeste de  Varmland , até as costas do leste estavam sob a autoridade dos reis da  Gotlândia . Logo surgiu uma rivalidade entre  Robert  e  Vigeland , motivada pelas pretensões de ambos ao trono de  Oslo .  Robert  era apoiado por  Vingulmarken  e pelos dois reinos do sudoeste,  Vestfold  e  Agder .  Vigeland  contava com o apoio dos reinos a leste do fiorde:  Solor ,...

Como Bohr se tornou rei - parte II. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo

Halfdan  era corajoso, justo, conciliador e ambicioso. Quando se proclamou rei, seus três filhos eram homens feitos e já haviam lhe dado cinco netos. Ele fez de seu primogênito,  Harald , senhor de  Vingulmarken  e governador de  Oslo . Ao seu segundo filho,  Hagnar , ele entregou o governo de  Hadeland , as terras à margem esquerda do fiorde. Ao terceiro,  Harlon, o caolho , ele fez rei das terras à margem direita, denominadas  Solor . Halfdan  julgava que a melhor forma de governar e manter sua família em paz era mantê-los ocupados com a expansão de seu reino. Pensava ainda que o modo mais seguro de conduzir a sucessão era fazer de seu primogênito governador da cidade que controlava o fiorde. O primeiro neto de  Halfdan  foi  Vigeland , primogênito de  Harlon , que foi feito rei de  Varmland , as terras em torno do grande lago a leste de  Vingulmarken . O segundo neto de  Halfdan  foi o...

Como Bohr se tornou rei - parte I. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo

Estou velho agora, mas eu ainda era um homem forte quando  Bohr  foi coroado rei. Meu relato é o de como esse descendente de  Vigel Wunderson , um soldado que veio para a região onde hoje se situa  Oslo  com as tropas e colonizadores comandadas por  Halfdan Fairhair , veio a tornar-se rei dos vikings um século após seu ancestral desembarcar nessas terras tendo por bens apenas seu machado e escudo. Halfdan  estabeleceu-se às margens do grande lago que se abre pouco após a entrada do  fiorde Vik . Seu filho,  Gudrod , era um grande caçador e explorou as terras em volta do lago e, subindo o curso do fiorde, estabeleceu algumas novas povoações. No entanto,  foi  Halfdan, o negro , neto do líder de mesmo nome, o primeiro de sua linhagem a reclamar o trono de  Oslo , criando o  reino de  Vingulmarken . Situada às margens do grande lago, a cidade era a porta de entrada do  Fiord Vik  e guardiã do...

A fada, a invasão dos metamorfos e a morte de Skral ou Como Borh se tornou rei - PRÓLOGO DA SESSÃO DE 29/7 - Por R. Raposo

De pé no píer da aldeia de cima, Ykoll observa pequenos grupos descerem as encostas escarpadas e começarem a cruzar o rio da névoa. Perturbadoramente, passam por ele repetidas vezes os rostos dos poucos homens que ainda habitam aquele povoado. A mesma cena se repete, eles chegam até a beira do rio, retiram elmos, couraças e espadas e atravessam com seu equipamento sobre os escudos, acima de suas cabeças. Após algum tempo, Bohr desce o caminho até ele, acompanhado por um guerreiro de túnica branca que assumiu as feições do velho Leif, no alto do barranco, ao se despedir, ele adverte: "Se vocês tentarem qualquer coisa contra nós, mataremos todos os prisioneiros. Se encontrarmos o que procuramos, deixaremos todos vivos, e a prata será sua". Enquanto se afastam lentamente no barco, deixando a corrente os conduzir, nossos heróis se entreolham e Borh murmura: "Eles vão para as terras de Vigeland, vão levar pelo menos duas semanas para chegar até lá". De volta,...

Vikings - sessão de 21/1/2012 (parte 2) - por R. Raposo

AMEAÇA EM UMA NOITE DE TEMPESTADE (parte 2) Ykoll correu na direção do oponente mais próximo. Este o aguardou erguendo o grande arco acima de seu ombro direito com as duas mãos. Quando o guerreiro se aproximou para desferir sua carga mortal, o metamorfo o golpeou violentamente nas pernas, lançando-o ao chão. A pancada seguinte do arco encontrou o escudo de Ykoll, que sem levantar-se golpeou violentamente o oponente na altura dos joelhos, cortando-lhe as duas pernas. Nesse ínterim, Bakar conseguira aproximar-se sorrateiro do monstro à esquerda e, sem sem percebido, enfiou a lança com força por trás de sua cabeça. Nossos heróis perceberam então que os outros inimigos haviam se ocultado ou fugido. Foram até o lugar onde Andreas estava caído, avançando pressa e já o encontraram inconsciente. Bakar examinou seus ferimentos e, enquanto manobrava para estancar os sangramentos, entoava uma cancão que acompanhava os gestos circulares que fazia, ora e outra, sobre as diversas ferida...