Vikings - sessão de 21/1/2012 (parte 2) - por R. Raposo
AMEAÇA EM UMA NOITE DE TEMPESTADE (parte 2)
Ykoll correu na direção do oponente mais próximo. Este o aguardou erguendo o grande arco acima de seu ombro direito com as duas mãos. Quando o guerreiro se aproximou para desferir sua carga mortal, o metamorfo o golpeou violentamente nas pernas, lançando-o ao chão. A pancada seguinte do arco encontrou o escudo de Ykoll, que sem levantar-se golpeou violentamente o oponente na altura dos joelhos, cortando-lhe as duas pernas.
Nesse ínterim, Bakar conseguira aproximar-se sorrateiro do monstro à esquerda e, sem sem percebido, enfiou a lança com força por trás de sua cabeça.
Nossos heróis perceberam então que os outros inimigos haviam se ocultado ou fugido. Foram até o lugar onde Andreas estava caído, avançando pressa e já o encontraram inconsciente. Bakar examinou seus ferimentos e, enquanto manobrava para estancar os sangramentos, entoava uma cancão que acompanhava os gestos circulares que fazia, ora e outra, sobre as diversas feridas de seu pai. Pouco a pouco, as cores retornaram aos lábios de Andreas e sua respiração tornou-se mais forte. A agonia da morte fora transformada em um profundo sono.
Nesse meio tempo, Ykoll estivera em guarda, buscando novos oponentes, tentando encontrar algum rastro nas imediações, mas sem sucesso, os oponentes haviam se retirado, pelo menos por aquele momento.
Em seguida, o corpo inerte de Andreas foi transportado para a casa comunal. Com o segundo ataque na mesma noite, tornou-se claro que a aldeia provavelmente estava rodeada de grupos de oponentes. Alarmados, Ykoll e Bakar pegaram a trilha seguida por Wolfganger e Torquil, seguindo seus passos com toda pressa.
A noite estava escura novamente, grossos rolos de nuvens cobriam a lua. Os rastros do chefe da aldeia e do veterano caçador logo se juntaram a um terceiro rastro, de um metamorfo, um rastro claro, que seguia nítido e firme acompanhando a ravina. Nítido demais.
Após uma hora de caminhada nossos heróis encontraram o local da emboscada, os corpos de vários metamorfos e, também, os cadáveres de Wolfganger e Torquil. Perceberam ainda, com horror, que dois deles haviam assumido a forma dos mortos e seguido em direção ao pântano, possivelmente rumo a Oslo. Contra os apelos de Bakar, Ykoll partiu imediatamente. A chuva começava a cair e os rastros logo se apagariam, na escuridão, seria impossível seguir qualquer pista.
Bakar retornou à aldeia e lá foram organizados dois grupos. Um para tentar acompanhar Ykoll e outro para ir em busca de Maruk e Bohr. Estes dois últimos foram encontrados pouco tempo depois, trazendo um metamorfo feito prisioneiro. Eles anteciparam a emboscada e, auxiliados pela chuva, conseguiram flanquear os oponentes, capturando um deles e matando mais alguns antes de serem percebidos pelo restante do grupo.
Seguiu-se a este encontro um rápido interrogatório ao metamorfo, que deu como nome Skral. A criatura covarde implorou sem parar pela própria vida e prometeu responder a todas as perguntas que lhe fossem feitas, desde que o poupassem.
Ele disse que seu líder era o Grande Zarg, pai de quase quatrocentos caçadores e de outras tantas fêmeas e filhotes. Seu covil ficava nas encostas onde nascia o rio da Névoa.
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