Como Bohr se tornou rei - parte III. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo
O tempo de Harald foi menos glorioso. Não havia mais possibilidade de expansão sem lutar ou anexar outros reinos. Além das sombrias passagens pelas montanhas, nos confins de Toten, estava o reino gelado de Halogaland. Os fiordes no litoral ao norte de Agder estavam sob os poderes dos reis de Ryger e Horder. As terras costeiras ao sul de Alvheim estavam ocupadas pelos danos, que reinavam também sobre a península da Dinamarca. As terras do interior, a sudeste de Varmland, até as costas do leste estavam sob a autoridade dos reis da Gotlândia.
Logo surgiu uma rivalidade entre Robert e Vigeland, motivada pelas pretensões de ambos ao trono de Oslo. Robert era apoiado por Vingulmarken e pelos dois reinos do sudoeste, Vestfold e Agder. Vigeland contava com o apoio dos reinos a leste do fiorde: Solor, Varmland e Alvheim. O fiel da balança seriam os reinos de Hadeland e Toten, tão pressionados entre as montanhas e o fiorde quanto entre as pretensões políticas de seus parentes.
Robert estava seguro do apoio do pai e do irmão e tomava por certo o apoio dos reinos do fiorde, que dependiam do porto de Oslo.
Vigeland via que suas chances dependiam da estabilidade do reinado de Harald ser confundida com fraqueza e de uma mudança no apoio de Oslo, pois os mercadores da cidade certamente apoiariam a possibilidade de maiores ganhos com uma liderança mais enérgica. Com o grande porto, certamente viriam os reinos ribeirinhos.
Ambos estavam certos, mas não contavam com a insatisfação de Hagnar, Angus e Harlon, bem como de seus governados, pouco contentes em ver seus reinos considerados como meros apêndices da cidade portuária. O melhor para eles seria que os reinos do fiorde pudessem controlar Oslo, não o contrário.
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