Bohr Rei - Parte IV. Por G. Machado
Os senhores dos reinos do norte
passaram a se ressentir do que Robert parecia querer fazer, ter a prata toda
para si e afastar os demais e, nesse dia, diante daquela decepção, diante das
palavras de Ikol de que não queria ter Robert como rei, pois não parecia o
mesmo ser diferente de Vingeland, fiz algo impensado, quebrei a moral de Robert
perante os senhores do norte ao repreendê-lo por querer permanecer na Vila com
a inteção de repovoá-la, quando mais de duzentas feras marchavam por nossas
terras para atacar irmãos vikings nas terras de Vigeland. A contragosto, Robert se comprometeu a partir no dia seguinte no encalço das feras restantes,
mas queria que eu estivesse presente e liderasse as forças de caçada e eu
aceitei.
Foi
o ferreiro de minha tribo que me alertou sobre a situação que foi alcançada: a
vila fora retomada, as feras da vila foram trucidadas, não tardaria e as feras
que seguiam para as terras de Vingeland seriam derrotadas, contudo, em poucos
dias, cerca de um mil e quinhentos vikings de terras mais ao norte ainda
chegariam e não encontrariam mais nada para fazer, gerando certo desconforto
que seria atribuído a mim e a minha vila. Foi o ferreiro de minha vila que me
propôs usar os mil e quinhentos vikings retardatários para uma incursão relâmpago no litoral continental para pilhar e escravizar, devendo eu liderá-los
de alguma forma.
Confesso
que não tinha pretensões de ser rei; confesso que minha vontade maior era
resgatar a prata escondida na Vila de cima e usá-la em benefício de nossas
vilas, pois fomos nós os que mais sofremos. Contudo, confesso até mesmo que pretendia
usar a prata para conseguir angariar guerreiros para apoiar Robert, mas Robert
caíra em nosso respeito junto com sua máscara. Mas essa decisão eu não poderia
tomar sozinho, precisava de meus irmãos.
Ikol
foi logo informando que não marcharia para as terras de Vigeland acompanhando
Robert, Maruck foi no mesmo sentido. Ambos disseram que me apoiariam num favor
que eu tinha em mente. Pedi para o ferreiro ir me representando na caçada até
as terras de Vigeland,
enquanto isso, eu iria tentar liderar as demais forças vikings no ataque ao
litoral continental. Peguei as armas e armaduras das feras e guardei-as. Sabia
que o espírito aguerrido de Ikol iria lhe direcionar para o saque ao litoral
continental, mas eu precisava de pessoas em quem confiar para recuperar a prata
na vila de cima, evitando que a mesma caísse nas mãos de Robert.
Com
os poderes da Elfa descobrimos que cerca de duzentos quilos em lingotes de
prata estavam escondidos no poço da Vila, a missão de Ikol e Maruck seria ficar
na Vila, ajudando a repovoá-la e, em segredo, recuperar a prata e levar para
nossa vila, enquanto isso eu tentaria liderar e direcionar os vinkings
retardatários para um ataque ao litoral... e meus irmãos concordaram.
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