Surge a elfa - Parte II. Por E. Val


O caçador estava inquieto, os inimigos viriam, ele tinha certeza. Ele pôs-se a procurar rastros, pistas, quaisquer indícios de batedores, sem sucesso, exceto por um único rastro, que vinha da aldeia. O caçador seguiu o rastro, ele já reconhecera sua presa. A respiração do caçador tornou-se um pouco mais densa que o habitual, seus músculos envigoravam-se, porém seu coração manteve o mesmo ritmo, o caçador era preciso, ele não se deixava levar pela sua fúria como um björn. Logo ele avistou o infame, queria ter certeza de para onde ia, e então já tendo encontrado o destino, Maruk o passou sem ser visto e pulou nas águas da nascente silenciosamente. Das águas Maruk surgiu, arco já armado, restando-lhe apenas aliviar seus dedos do fardo.

Se há uma coisa que abomino são espiões. Falou o patrulheiro.

A criatura frágil se molhara, balbuciando palavras para justificar sua ida à entrada do covil de seus antigos anfitriões. Maruk não hesitou, seus dedos foram aliviados de um fardo de anos, que findou-se assim que a seta enferpada trespassou o focinho da criatura - o caçador sorriu.

Mas em seu momento de satisfação o patrulheiro cometera uma tolice, não vira os vigias acima que lhe dispararam flechas, ferindo-lhe. Ele praguejou, e tentou ludibriá-los dizendo haver feito-lhes um favor, mas em vão, ele odiava as criaturas, mas não as subestimava, ele sabia que não eram tolas. O caçador fugiu por sobre as árvores, e então parou, sabia que já haviam se divido, e tentou eliminá-los um a um, mas em um golpe de sorte seu inimigo o ferira mais uma vez, e ainda que Maruk tenha tirado algum sangue de seu persecutor, ele sabia que a luta era finda, e pôs-se em fuga de volta para a vila.

Então Leif veio, seu corpo em frangalhos chegara a vila, espada em punho, ele ainda respirava. Aflito ele balbuciou palavras para Maruk e Ikol. As bestas haviam tomado sua aldeia e feito todos os sobreviventes de reféns. Maruk correu até Úrika, resoluto ele fez pouco caso para todas as proteções ao redor de sua cabana, ele não era mais criança, e comparado com a feitiçaria das bestas, a magia de Úrika trazia mais alento que temor. Batendo à porta Maruk não se permitiu perder tempo, disse apenas que ela era necessária, assim como a elfa, elas deviam curar Leif que estava na vila deles - o caçador não fora educado, não havia tempo para cordialidades, e nem para curar suas próprias feridas, que doíam e não deixavam de sangrar sob os curativos improvisados, a sensação subindo-lhe os membros e queimando em sua carne, veneno por certo, mas lento. Antes que ela pudesse protestar ele partiu, dizendo que retornaria depois para encontrar os outros.

Continua

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