Surge a elfa - Parte I. Por E. Val


Pouco mais de um dia depois Bohr retornou, estava ileso. Quando soube que Maruk e Ikol haviam matado os 'prisioneiros' Bohr veio a ter com eles, enraivecido dizia que eles haviam brincado com sua vida, os argumentos dos irmãos não adiantavam, e ele partiu. Porém mais enraivecido ficara Maruk, ele e Ikol foram atrás de Bohr, e Maruk pôs-se a reclamar, Bohr não os consultara, assumira os próprios riscos e agora os cobrava por um tratado que eles não haviam concordado, quando sua única intenção era reaver o irmão. Uma coisa no entanto não era totalmente verdade, Maruk queria matar as criaturas de qualquer jeito, ele não permitiria que elas escapassem, e o traste que vivia com eles havia deixado claro, ao menor cochilo eles virariam crianças e fugiriam, pela tolice de Bohr Maruk não assumiria aquele risco, preferia resgatar a Bohr, que Maruk de fato acreditava ter se condenado ao se deixar levar pelos demônios sórdidos, filhos de Surt, nascidos dos poços incandescentes mais vis de Musphelhein.

O velho Leif viria visitar Maruk e Ikol, ele falou que apoiaria Vigaland na sucessão real, em troca de ser um conselheiro e ter mais apoio na restauração de sua vila, e mencionara Bohr como uma possibilidade se Vigaland não fosse mais viável. Maruk não pensou duas vezes. Bohr não era mais o mesmo guerreiro, ele negociava até com as bestas agora, ter-lhe como rei faria a todos felizes. Ele e ikol se comprometeram a conversar com Bohr, e convencê-lo a procurar a sucessão, afinal ele liderara campanhas de sucesso, iclusive a que expulsou as bestas anos atrás. Bohr no entanto se mostrou desinteressado, incrédulo de ter quaisquer chances ele rechaçou a idéia dos irmãos. Maruk não insistiu, ainda não era o momento, algo mais devia acontecer, então ele tentaria novamente convencê-lo.

Bohr então falou que eles ofereceram uma grande quantia de prata para reaver o que desejavam. Maruk não conseguia imaginar que pragas eles desejavam controlar para oferecer o metal. Então foram chamados à casa comunal. Úrika tinha algo a apresentar. Eis que diante deles uma pequena forma feminina se apresentou, porém não era humana, e sim uma ljosalfr, uma elfa da luz. Era ela que eles desejavam, era ela que os bestiais queriam, Maruk nao prestara mais atenção ao que os outros diziam, apenas remoía pensamentos, os ossos das crianças, o sangue seco em seus dedos, o estrume e podridão em suas ósseas bocas mortas. As feições do caçador mudaram, aquele mesmo olhar sombrio de ódio lembrando-se de cada detalhe, de cada econtro, de cada mentira proferida por seus inimigos, e o prazer e satisfação que surgiam apenas nos breves momentos em que sua flecha os trespassava e um baque surdo anunciava mais um tributo de carne para Jord e de espírito para Hel. Eles queriam devorá-la, queriam usar a magia dos elfos, era claro como a luz de Alfrothul. Úrika sabia de tudo, Maruk tinha certeza, ele amava a 'avozinha' deles a sua maneira, afinal ela garantira a sobrevivência da aldeia acima de tudo, mas às vezes o incomodava o fato dela se mostrar como a própria Urd, tratando a todos como crianças, inclusive a própria elfa, e a expondo daquela forma, para que alguns tolos achassem ser ela a culpada daquilo. Ele não permitiria que eles a devorassem e controlassem sua magia, e para alívio de Maruk, o conselho concordou em esconder a elfa, mas ela teria de ajudá-los, inevitavelmente. Maruk e Ikol também anunciaram que iriam se mudar para a aldeia de Leif, pois o velho precisava de ajuda, omitindo a razão de estarem inconformados com as censuras de Bohr, mas por fim foram convencidos a não fazer isso.

Continua

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