Como Bohr se tornou rei - parte II. Epílogo da sessão de 29/7/2012. Por R. Raposo
Halfdan era corajoso, justo, conciliador e ambicioso. Quando se proclamou rei, seus três filhos eram homens feitos e já haviam lhe dado cinco netos. Ele fez de seu primogênito, Harald, senhor de Vingulmarken e governador de Oslo. Ao seu segundo filho, Hagnar, ele entregou o governo de Hadeland, as terras à margem esquerda do fiorde. Ao terceiro, Harlon, o caolho, ele fez rei das terras à margem direita, denominadas Solor.
Halfdan julgava que a melhor forma de governar e manter sua família em paz era mantê-los ocupados com a expansão de seu reino. Pensava ainda que o modo mais seguro de conduzir a sucessão era fazer de seu primogênito governador da cidade que controlava o fiorde.
O primeiro neto de Halfdan foi Vigeland, primogênito de Harlon, que foi feito rei de Varmland, as terras em torno do grande lago a leste de Vingulmarken. O segundo neto de Halfdan foi outro filho de Harlon, Balder, que foi feito rei de Alvheim, as terras entre o grande lado do leste e o litoral.
O terceiro e o quarto netos de Halfdan foram os filhos de Harald: Robert e Garneer. Como as terras do fiorde já haviam sido concedidas, a eles coube colonizar as terras mais escassas e mais expostas do litoral a sudoeste de Vingulmarken. Robert foi feito rei de Vestfold e Garneer de Agder, a faixa litorânea no extremo sul da península.
O último neto foi Angus, o único filho legítimo de Hagnar. As terras deste ramo do clã, espremidas entre as montanhas a oeste e o fiorde, só admitiam um rumo para expansão, as terras geladas do norte, que constituíram o reino de Toten, sob o mando de Angus.
Quando o velho rei Halfdan expirou, seus três filhos e cinco netos eram reis e a sucessão de seu primogênito, Harald, estava assegurada. Ele havia visto mais de vinte bisnetos virem ao mundo e queimaram vivas as chamas que consumiram a embarcação que o levou à pós-vida.
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